‘Tudo em Todo Lugar…” leva 7 estatuetas

Produtor Jonathan Wang, ao centro, aceita o Oscar de melhor filme por 'Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo'./ Foto: Reprodução.
Produtor Jonathan Wang, ao centro, aceita o Oscar de melhor filme por 'Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo'./ Foto: Reprodução.

CINEMA

A esperada vitória de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” se confirmou, o filme adorado pelas jovens gerações levou sete dos 11 Oscars que disputava, na noite de domingo, 12. E ganhou nas principais categorias, como ator (Ke Huy Quan) e atriz (Jamie Lee Curtis) coadjuvantes, direção (Daniel Kwan e Daniel Scheinert), atriz (Michele Yeoh) e melhor produção do ano.

O único “estranho no ninho” foi Brendan Fraser, melhor ator por “A Baleia”. “Isso sim é estar no multiverso”, disse ele, emocionado. Igualmente tocada, Michele dedicou o prêmio a sua mãe, pois, “sem mães, não haveria super-heróis no mundo”, comentou. O grande perdedor da noite foi Steven Spielberg, seu filme autobiográfico “Os Fabelmans” concorria a 7 estatuetas e não levou nenhuma.

A 95ª festa do Oscar começou com um prêmio considerado como certo: o de melhor animação para Pinóquio, de Guillermo del Toro. “Animação é um tipo especial de cinema”, disse ele que, na sala de imprensa, creditou o sucesso do filme ao aprendizado dos personagens. “O menino aprende a ser uma criança e o pai aprende a ser pai. O longa fala principalmente de esperança”, afirmou Del Toro, que venceu seu terceiro Oscar.

Antes da premiação do cineasta mexicano, o comediante Jimmy Kimmel, que comanda o Oscar pela terceira vez, fez comentários irônicos sobre o grande fato do ano passado: o inesperado tapa de Will Smith em Chris Rock. “A gente está com uma política muito séria aqui: se em algum momento alguém vier aqui para fazer um ato de violência, vai receber um Oscar de melhor ator e poder fazer um discurso de 19 minutos”, ironizou sobre o fato de Smith ter sido agraciado com a estatueta, por “King Richard: Criando Campeãs”, no mesmo dia em que praticou a agressão.

“Posso assegurar que todos aqui estão seguros”, brincou ele, acrescentando. “Não apenas pela segurança do teatro mas porque estamos aqui com diversos super-heróis como ‘Homem-Aranha’ (surgiu na tela Andrew Garfield) e ‘The Fabelmans’” (e a câmera mostra Steven Spielberg).

A cerimônia teve início com um clipe mostrando os bastidores das diversas filmagens, para enaltecer o trabalho dos artistas que competiriam em seguida em diversas categorias. Na sequência, o apresentador Jimmy Kimmel chegou ao palco flutuando em um paraquedas. Referência a uma das grandes bilheterias do ano, “Top Gun: Maverick”. Foi a deixa para ele ressaltar que os filmes concorrentes foram feitos para serem vistos no cinema. E também homenageou os nomes que enobrecem a arte cinematográfica, como o diretor Steven Spielberg.

“É um ano tão estranho que Spielberg fez um filme sobre Spielberg”, brincou Kimmel, lembrando que o cineasta é o único a ser indicado em cada década durante 60 anos. A defesa do cinema tradicional inspirou outras piadas do comediante, como sobre as ausências de Tom Cruise e James Cameron. “Justamente os caras que mais defendem ver filmes no cinema não estão na festa do cinema”, comentou ele.

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