Prefeitura usa drones para mapear focos e combater dengue em Passos

Equipamentos monitoram focos de dengue e acessa locais fechados ou onde não possuem moradores / Foto: Divulgação
Equipamentos monitoram focos de dengue e acessa locais fechados ou onde não possuem moradores / Foto: Divulgação

PASSOS – A Prefeitura de Passos contratou uma empresa para prestação de serviços de mapeamento aéreo com uso de drones para identificar focos de dengue em caixas de água sem tampa, calhas e marquises.

Segundo informações da assessoria de imprensa da administração do município, os equipamentos devem facilitar o trabalho dos agentes de Combate a Endemias, que têm dificuldades em acessar esses locais.

A prefeitura informa que os drones são capazes não só de identificar os focos da doença, mas também realizam o lançamento de uma pastilha de biolarvicida altamente eficiente, que pode perdurar até seis meses a ação deste produto no depósito que contém água parada.

Segundo a Secretaria de Saúde, outra vantagem do serviço é que os drones acessam imóveis que se encontram fechados ou sem moradores e que possuem acessibilidade dificultada, ou ainda em locais de terrenos íngremes, tornando a ação mais efetiva no controle e combate ao mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus no município.

O uso dos drones começou na última terça-feira, 25, nos bairros Jardim Aclimação e Centro, por apresentarem um alto índice de casas fechadas, e Santa Luzia e Recanto da Harmonia, por apresentarem um resultado de médio risco com índice 2,6% de acordo com o último resultado do 2º LIRAa de 2024, abrangendo uma área total de 200 hectares.

De acordo com o diretor de Saúde Coletiva, Bruno Guimarães, a chegada dos equipamentos é de suma importância para conter e eliminar os criadouros de larvas do mosquito Aedes Aegypti e combater a propagação deste mosquito em Passos.

Segundo o diretor, mesmo com o uso de drones como reforço ao combate dengue, para ele, é importante tomar medidas preventivas para evitar a proliferação da doença. “A união de forças entre o poder público e a população é essencial. Contamos com a participação de todos para eliminar os criadouros de larvas do mosquito Aedes Aegypti.”, reforçou.

De acordo com o diretor, durante o intervalo das visitas do agente, que é de, aproximadamente, 45 dias, a população deve adote uma estratégia de vigilância, realizando uma inspeção semanal em sua casa por 10 minutos, eliminando ou virando as vasilhas e pratos de plantas, limpando piscinas, calhas e tubulações de escoamento de água, lajes ou qualquer outro recipiente que possa acumular água.

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