Pastoral do Povo da Rua em Passos completa 2 anos e meio

ALMOÇO COM MORADORES DE RUA EM JANEIRO DE 2024 / Foto: Divulgação
ALMOÇO COM MORADORES DE RUA EM JANEIRO DE 2024 / Foto: Divulgação

ÉZIO SANTOS

 

PASSOS – Há dois anos e seis meses, o município de Passos se tornou o primeiro da Diocese de Guaxupé a contar com a Pastoral do Povo da Rua. Por indicação do bispo dom José Lanza Neto, o padre Janício de Carvalho Machado consentiu que a paróquia São Luís Maria Montfort acolhesse o núcleo formado por um grupo de voluntários capacitados na área de assistência social e direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade.

As primeiras ações da pastoral começaram durante a pandemia de covid, em maio de 2020, por iniciativa das Comunidades Eclesiais de Base (Cebs), quando iniciou-se as primeiras rodas de conversa com a população em situação de rua.

Em dezembro, reuniões individuais com os demais padres para apresentar a proposta da pastoral foram bem-sucedidas e, em março do ano seguinte, junto ao Ministério Público, foi sugerida a implantação do abrigamento provisório no Ginásio da Barrinha para que as pessoas não ficassem nas ruas durante a pandemia.

“O trabalho da Pastoral do Povo da Rua não se resume à assistência social, mas tem foco no resgate da dignidade humana e no reconhecimento das pessoas em situação de rua como sujeitos de direitos.  Dentre as conquistas do nosso trabalho, em parceria com a população de rua, surgiram a abertura do Centro Pop aos sábados, domingos e feriados com o direito à alimentação; reintegração social de diversas pessoas em situação de rua; a garantia de direitos básicos à moradia através do aluguel social”, destaca Auro Maia, defensor popular certificado pelo Centro Estadual de Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis de Belo Horizonte.

No início de 2021, de forma provisória, o padre Éder Carlos de Oliveira foi o primeiro indicado pelo bispo para acompanhar os trabalhos em Alfenas. Em outubro de 2021, os voluntários de Passos participaram do 1º Encontro de Formação sobre a Pastoral do Povo da Rua, assessorado pela irmã Solange Damião, coordenadora da Pastoral Nacional. Tempos depois, houve o encontro com dom Lanza para partilhar as ações desenvolvidas e, dia 17 de dezembro do mesmo ano, foi a vez de se reunirem com o pároco de São Luís Montfort, padre Janício, indicado pelo bispo para acompanhar os trabalhos da pastoral.

“Desde o ano 2020  realizamos rodas de conversa quinzenais com a população em situação de rua na praça Geraldo da Silva Maia; incentivamos a participação da população de rua nas conferências municipais de assistência social, audiências públicas sobre as leis orçamentárias;  encontros de formação sobre o Movimento População de Rua; coordenamos a distribuição de cobertores, barracas de camping e  alimentação; intervimos junto ao Ministério Público para solucionar diversos casos de abandono e negligência dos poderes públicos no atendimento aos casos de vulnerabilidade social”, explanou Auro.

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