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Minas Trend

POR WAGNER PENNA / Especial

1 de novembro de 2021

Minas Trend - Verao 2018 Foto : Gabriel Colombara / FOTOSITE

A nova edição da Minas Trend acontece nessa primeira semana de novembro em versão phygital. Isso quer dizer que terá uma parte física (com direito a estandes e exposição no Expominas, até o dia 4) e também virtual – como as palestras e debates, além das vendas pela internet até o dia 28 de novembro. Esse novo formato é o grande avanço do salão de negócios que, assim se torna mais objetivo, dinâmico e sintonizado com a modernidade.

Uma conquista do Flávio Róscoe, presidente da Fiemg – que promove a feira. De quebra, ainda tem expô-resumo das grifes que o David Leite montou na entrada do evento, enfatizando cartela de cores que remetem ao recomeço, à esperança, ao artesanato mineiro e que, também, estimulam o clima mais leve e bacana do pós-pandemia.

Mas o fato mais importante desta 26ª. edição da feira é mesmo o seu próprio retorno, após o recesso obrigatório por causa da covid-19. O salão de negócios funciona como um ‘motor produtivo’ para toda a indústria de moda em Minas. Por isso mesmo, as expectativas são imensas e positivas em relação ao evento.

VAIVÉM

A gente tem ressaltado aqui que a moda tornou-se um negócio para mega investimentos. Pois agora, a Magalu anunciou o lançamento de sua marca de vestuário (a Vestir Magalu) com pegada popular. Traduzindo: peças custando, no máximo, R$160,00 e tamanhos variando entre o P até o G4. Pelo jeito, irão vender feito pão-de-queijo na hora do café.

O mês de novembro será mesmo movimentado no circuito da moda. Além da Minas Trend por aqui, em São Paulo acontece a SPFW – que voltou ao um dos pavilhões do Ibirapuera. Dos 48 desfiles programados, cerca de 23 serão presenciais. O resto, virtual. A novidade são as ‘collabs’ criativas, como a do Luiz Cláudio com a Iza e a do Ronaldo Fraga com a Neka Menna Barreto. Outra curiosidade: o fechamento do evento paulista será em Niterói, com desfile da Lenny Niemeyer. Isso é que é disruptura…

PONTO FINAL

As dificuldades de quem faz moda no nosso país são inacreditáveis. Até o mais elementar ‘ingrediente’ acaba faltando para a eficiência do negócio. Um deles é a falta de um padrão oficial de medidas femininas ( e masculina também) para guiar a modelagem nas confecções. A razão é que a ABNT ainda não conseguiu chegar a um consenso técnico. E tem razões para isso: pesquisa recente indicou que 76% das brasileiras tem corpo com formato retangular. Sem comentários.