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Revendas de gás apontam que auxílio de R$52 não deve impactar vendas em Passos

Por Felipe Misuraca / Especial

22 de janeiro de 2022

O Governo Federal disponibilizará R$ 52 para as famílias beneficiadas./ Foto: Reprodução.

PASSOS – Empresários que atuam na revenda de gás de cozinha em Passos apontam que o Auxílio Gás não deve impulsionar as vendas do produto em janeiro no município. Segundo eles, o primeiro mês do ano tradicionalmente registra queda nas vendas devido ao período de férias e às altas temperaturas e muitas famílias devem usar o valor de R$52 do vale gás para comprar outros produtos, como alimentos e pagar contas de água ou energia elétrica.

O Auxílio Gás começou a ser pago no último dia 18 e deve beneficiar 5,47 milhões de famílias de baixa renda e outras 108 mil pessoas atingidas pelas fortes chuvas que ocorreram no Sul da Bahia e Minas Gerais. O valor corresponde a cerca de 50% do preço médio do botijão de 13 quilos, segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que gira em torno de R$100 no país.

De acordo com Selma Matias de Oliveira Silva, proprietária de uma revenda de gás em Passos, o impacto do benefício nas vendas vai depender de como as famílias beneficiadas vão usar o dinheiro.

“Eu acredito fortemente que a variação das vendas vai depender do objetivo dos clientes. Não tem como saber com o que eles vão gastar o dinheiro do auxílio. Enquanto muitos tentarão comprar o gás de cozinha, acredito que muitos outros gastarão o dinheiro com outras coisas, como, por exemplo, supermercados e contas de energia”, disse.

Segundo ela, as vendas, neste mês tiveram queda em relação a dezembro.

“As vendas estão mais baixas do que o mês passado. Acredito que seja por conta de muitas pessoas usarem o mês de janeiro para viajar. Desta forma, muitas não estão em casa utilizando o gás de cozinha”, afirma.

Para Verti Lemos Silveira, proprietário de um estabelecimento do setor, o auxílio oferecido pelo Governo Federal não deve influenciar nas vendas do produto.

“Eu acredito que as vendas continuarão iguais, apesar do auxílio. Gás de cozinha é um produto que vende bastante, uma vez que todos precisam. Dessa forma, as pessoas acabam comprando de uma forma ou outra, mesmo que precise economizar em outro setor”, disse.

O empresário também aponta que os aumentos no preço do gás tem afetado as margens de lucros no setor e que calor tem impacto nas vendas.

“Com os aumentos recentes no valor do gás de cozinha, a nossa margem de lucro diminui cada vez mais, uma vez que tentamos segurar ao máximo o valor dos produtos”, afirmou.

“Acredito que as vendas, apesar do auxílio, não devem subir consideravelmente, uma vez que o gás de cozinha é um produto que vende menos no calor. Isso ocorre porque, no calor, as pessoas saem de casa para almoçar e jantar, enquanto que, no frio, a tendência delas é ficar dentro de casa, preparar sopas e comidas quentes”, finalizou.