13 de julho de 2026
Alguns dos produtos feitos e comercializados no Mosteiro / Foto: Reprodução/Mosteiro de Claraval
André Silveira
PASSOS – Licores preparados a partir de antigas receitas italianas, biscoitos feitos no próprio mosteiro, café cultivado na propriedade e cervejas inspiradas na tradição monástica europeia formam uma pequena vitrine do trabalho desenvolvido no Mosteiro de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo, em Claraval. Mais do que produtos encontrados nas prateleiras da loja, eles guardam histórias, técnicas e sabores transmitidos ao longo das gerações. Para o vice-prior, padre Mateus Luís Silva Resende, essa produção preserva um patrimônio que não está apenas nos livros ou na arquitetura do mosteiro, mas também nas receitas, nos gestos repetidos cuidadosamente e nos conhecimentos trazidos pelos primeiros religiosos.
O trabalho manual ocupa um lugar importante na espiritualidade cisterciense e divide espaço na rotina dos religiosos com a oração, a vida comunitária e o atendimento à população. Fundado em 29 de abril de 1950 por quatro monges vindos da Abadia de Casamari, na Itália, o mosteiro começou a ser construído no ano seguinte e foi inaugurado em março de 1969. Desde então, atividades como o cultivo do café e a fabricação de licores, doces e biscoitos passaram a fazer parte de sua história.
