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Entre memórias, comércio e mesa farta, famílias de origem árabe ajudam a contar a história de Passos

25 de março de 2026

Na foto, Gabriel Mohallem, o primeiro estrangeiro a receber o título de cidadão passense / Foto: reprodução/ Arquivo pessoal

André Silveira

PASSOS – Em Passos, a presença de famílias de origem árabe, sobretudo libanesa e síria, não aparece apenas nos sobrenomes, nos balcões de lojas tradicionais ou nas receitas que atravessaram gerações. Ela também vive nas lembranças contadas em voz baixa, nas fotografias guardadas com cuidado, nas histórias de travessias difíceis e na forma como a cidade aprendeu, ao longo do tempo, a incorporar hábitos, sabores e maneiras de viver que vieram do outro lado do oceano. No Dia Nacional da Comunidade Árabe, celebrado neste 25 de março, essas memórias ajudam a iluminar uma parte importante da formação passense. Relatos reunidos por esta Folha resgatam lembranças de famílias que ajudaram a moldar o comércio, os costumes e a própria identidade do município.

 

Fotos presentes no livro “Filhos do Levante”, com a história da família Kallás / Foto: reprodução/ Arquivo pessoal

Fotos da família atual de Neto Farah, que é composta, da esquerda para a direita, por Carlos Eduardo, Lucas Henrique, Daliane Farah (esposa de Neto), Dahas Segundo, Youssef, Neto Farah e Fernanda Avelar (esposa de Neto) / Foto: reprodução/ Arquivo pessoal

 

Fotos dos avós de Vera Mattar. Chucrala Elias Kallas e Chafika, avós maternos – que vieram para Passos. Os paternos, também libaneses, ela relata se recordar menos, mas também chegou a os conhecer / Foto: reprodução/ Arquivo pessoal

 

O libanês Nicolas Kouba ao lado da esposa, Rosane Kirchner Mattar Kouba / Foto: Reprodução/Redes sociais