Evento debate aumento de produção e de tecnologia na cafeicultura em Paraíso

Evento reúne lideranças setoriais onde são projetadas novas iniciativas e parcerias para o município / Foto: Divulgação
Evento reúne lideranças setoriais onde são projetadas novas iniciativas e parcerias para o município / Foto: Divulgação

S. S. PARAÍSO – Com o objetivo de debater sobre produtividade e ao mesmo tempo apresentar formas de integração com o emprego de tecnologias na cafeicultura local, a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso (Acissp) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla) – campus de Paraíso, realizaram na última terça-feira, 28, a 3ª edição do Meetup Acissp/Ufla Paraíso. Durante o evento os participantes ainda puderam conhecer as instalações da unidade da universidade no município.

O encontro contou com a participação de representantes da associação comercial e alunos e professores da universidade, além de diversos produtores rurais e empresários da cidade. O evento possibilitou que os empreendedores pudessem conhecer as instalações e infraestrutura do campus da Ufla e acesso e as formas de parcerias e possibilidades de desenvolvimento de projetos e produtos com o apoio da universidade.

Meetup é uma expressão em inglês, que significa encontro, bastante utilizada no meio do empreendedorismo e de difusão de tecnologias. O objetivo é que, desde a escolha do nome, os participantes comecem a se familiarizar com os termos utilizados nesse ambiente de startups. A professora Geandra Alves Queiroz fez a primeira palestra ao tratar sobre a “Abordagem Lean para Simplificar Processos e Maximizar Resultados”.

Ela explicou sobre a metodologia Lean desenvolvida pelos japoneses e aplicada no pós-guerra, sendo uma aplicação de ações que busca a eficiência e a redução de desperdícios, que engloba os princípios de identificar o valor do cliente, mapear e criar um fluxo contínuo dentro das organizações. Com a otimização da produção, a proposta busca ainda a eliminação de desperdícios, priorizando a qualidade e proximidade da perfeição, além do envolvimento dos colaboradores.

“Os métodos de identificação de gargalos e pontos que necessitam de mudança passam pelo planejamento das ações”, comentou a professora. Ela destaca ainda que na maioria das vezes serão ações com custo baixo ou praticamente zero que melhorarão a rotina e aumentará a eficiência. “Nas propriedades rurais a metodologia é aplicada da mesma forma”, disse Geandra.

Em seguida ocorreu a palestra com o professor Eduardo César Silva, que abordou o tema “Paraíso e o futuro digital da cafeicultura”. O palestrante tratou da origem da cafeicultura no país com o método de plantio, produção e colheita. Eduardo mostrou a evolução do processo produtivo, com o aumento de produtividade por hectare, que em média, subiu 600% no período pesquisado.

Ele tratou ainda em relação ao emprego de tecnologias, que vão desde a correção do solo com uso de fertilizantes, até novas técnicas de colheita e manejo, que garantem o ganho muito grande de qualidade do café.

Segundo o professor a busca de melhoria tecnológica, garantiu à cafeicultura brasileira um ganho muito grande de qualidade, produtividade e competitividade no mercado internacional, corroborando a posição do Brasil como o maior produtor de café do mundo.

Ao analisar a cadeia produtiva e comparar com os dados disponíveis sobre São Sebastião do Paraíso, o professor enfatizou sobre a vocação do município para a cafeicultura. Ele ressaltou aspectos como o potencial e o cenário internacional que se apresenta tendencioso ao aumento do consumo do café. Eduardo destacou sobre a possibilidade da cidade se aproveitar para ampliar a cadeia produtiva e gerar mais produtos e renda.

Conforme apresentado na palestra, o aumento de produtividade e da competitividade passa necessariamente pelo emprego de tecnologias, usando hoje tudo que está disponível ao cafeicultor. “Temos um ‘computador’ em nossas mãos que nos possibilita termos notícias e informações importantes que norteiam o negócio e abre portas para comprarmos melhor os insumos que precisamos, comercializar e vender nosso produto em forma de comodities ou agregar valor com a marca própria de café especial que posso vender para qualquer parte do mundo”, apontou. Ao concluir ele ressaltou que, “com certeza o futuro do agro passa pela tecnologia”, disse.

O próximo Meetup está marcado para o mês de agosto. A data e o tema do próximo encontro serão definidos em breve pela Acissp.

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