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Fim da linha de ‘La Casa de Papel’

Por Matheus Mans / Especial

3 de dezembro de 2021

Série espanhola fecha com tensão e emoção seu ciclo como um dos maiores fenômenos do streaming./ Foto: Reprodução.

É o fim da linha para La Casa de Papel. Na segunda parte da quinta temporada, que estreia na Netflix nesta sexta-feira, 3, a série espanhola fecha seu ciclo como um dos maiores fenômenos do streaming. Liderada por personagens como Professor (Álvaro Morte), Tóquio (Úrsula Corberó), Berlim (Pedro Alonso), Rio (Miguel Herrán) e Nairóbi (Alba Flores), a produção tem muito a celebrar pelo legado que deixou para o elenco, mercado e, claro, fãs.

Afinal, a série criada por Álex Pina alcançou marcas notáveis ao longo de suas temporadas. Apesar de não revelar detalhes, a Netflix confirma que a parte 4 de La Casa de Papel foi assistida por 65 milhões de contas. É uma das maiores audiências do serviço, que viu com a série que era possível levar suas produções originais para além das fronteiras dos EUA.

Além disso, mais do que números, La Casa de Papel mexeu com os ânimos. O figurino formado por macacão vermelho e máscara de Salvador Dalí serviu de inspiração para que as pessoas saíssem vestidas no Carnaval. A canção Bella Ciao, hino contra o fascismo da Primeira Guerra Mundial, voltou a figurar nas paradas de sucesso. E atores como Álvaro Morte e Pedro Alonso, antes conhecidos apenas na Espanha, se tornaram astros globais.

“Eu sempre digo que há algo entre os personagens que tem a ver com a família, com o amor, com a irmandade. Há diferentes aspectos da série que são universais, que ultrapassam as fronteiras. Uma das coisas que mais atrai as pessoas na Espanha é o futebol. E a série lembra futebol: temos equipes, um árbitro, conflitos e por aí vai”, disse Úrsula Corberó, intérprete de Tóquio, em entrevista coletiva com a presença do Estadão.

Quando a primeira parte da quinta temporada de La Casa de Papel chegou ao fim, os personagens estavam em um dos momentos mais tensos da história. O assalto ao Banco da Espanha, que esconde intenções inesperadas por trás, já dura mais de 100 horas. No desenrolar, o grupo já conseguiu resgatar Lisboa, mas continua com um ar de preocupação no ambiente. Afinal, as coisas saíram de controle e parte da equipe está comprometida.

Agora, na segunda parte, Professor, o líder do bando, foi capturado por Sierra (Najwa Nimri) e não mostra, pela primeira vez, se tem algum plano para sair dessa emboscada. No meio desse processo todo, ainda por cima, surge um inimigo ainda maior: o exército. Afinal, dentro da tela, assim como fora dela, a história desse grupo de macacão vermelho transcende o mero assalto. No universo daquela trama, os assaltantes se tornaram líderes de uma verdadeira resistência.

Com toda essa tensão no ar, a parte final de La Casa de Papel é, inegavelmente, a mais emocional da série. Está no ar o clima de despedida dos personagens, que se tornaram verdadeiras figuras da cultura pop. Além disso, há também a sensação de encerramento, de fim de um ciclo. É algo que a série não conseguiu fazer mais após a segunda temporada, ressuscitando personagens como Berlim ou colocando-os em situações similares.