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Engenheiro e psicóloga cultivam shitake em São João Batista do Glória

Por Felipe Misuraca / Especial

7 de outubro de 2021

O cultivo é realizado através de blocos de serragens./ Foto: Divulgação.

S. J. B. GLÓRIA – O engenheiro Luciano do Carmo e a psicóloga Renata Moraes cultivam cogumelos shitake no município de São João Batista do Glória e pretendem influenciar a produção de alimentos saudáveis, com pegada sustentável e custos acessíveis aos clientes. Com início em julho deste ano, o cultivo é realizado por meio de blocos produzidos a partir de serragens em uma estrutura com área de aproximadamente 300 metros quadrados, divididos em três câmaras, uma de desenvolvimento ou maturação dos micélios (as “sementes” dos cogumelos), outra de produção e uma de resfriamento, com áreas de transição, produção, pesagem, seleção e embalagem.

“Além da pegada ecológica, nosso objetivo é atuar em um raio de até 100 km. Dessa forma, buscamos focar bastante em restaurantes, pousadas, pizzarias, buffets e vendas diretas com os clientes”, afirma Luciano. Para ele, é importante tornar o produto mais acessível no mercado. “Queremos tornar o produto mais acessível para a população no geral, uma vez que o cogumelo é um alimento de alta qualidade, com bastante nutriente e muito saudável”, disse.

De acordo com Renata Moraes, a expectativa é positiva.

“Para o futuro, esperamos que nosso sítio tenha mais produtos orgânicos, uma vez que acreditamos em uma alimentação mais saudável e livre de agrotóxicos. Nosso carro-chefe é o cogumelo, mas a ideia é poder ampliar e diversificar as possibilidades de alimentos orgânicos à população. Queremos também, com o tempo, levar os cogumelos para mais pessoas da região, como turistas”, disse ela.

“Muitas pessoas não conhecem ou não sabem que o shitake é uma fonte de proteína saborosa que faz muito bem para a saúde”, afirma.

Segundo Luciano, o cultivo do shitake, atualmente, ainda não está com 100% da capacidade de produção.

“A expectativa de ocupar a sala de produção por completo é somente no fim do ano, entre dezembro e janeiro. Assim que for possível e atingirmos 100% de produção, vamos precisar de cinco pessoas para auxiliar no cultivo e produção de embalagens”, disse.

Com o intuito de um cultivo sustentável, as embalagens são feitas a partir de fécula de mandioca, capazes de se decompor após 90 dias do descarte.