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Vereadores defendem liberação do comércio presencial em Passos

6 de abril de 2021

Foto: Helder Almeida

PASSOS – Vereadores defendem a liberação do comércio em Passos. Nesta segunda-feira, o tema foi alvo de debate entre os parlamentares e, segundo eles, também seria discutido com o poder Executivo e com representantes do Ministério Público em encontro após a sessão da Câmara.

O vereador Luis Carlos do Souto Júnior, o Dentinho, alegou diminuição do poder de compra do comerciante e o desemprego gerado durante a onda roxa, fase mais restritiva do plano Minas Consciente.

Hoje (ontem), teremos uma reunião com o prefeito e o promotor de justiça. Nesta ocasião, quero externar o meu descontentamento com grande parte do comércio fechado, pois é necessária uma rotatividade, a qual está sendo impossibilitada. Com a diminuição do poder de compra do comerciante, ele não está conseguindo manter o abastecimento de sua loja, bem como está sendo obrigado a demitir seus colaboradores. Estamos há mais de vinte dias nessa situação, a cidade sente muito com isso”, disse.

Michael Silveira Reis aponta necessidade de que a demanda dos comerciantes chegue ao governo estadual.

Como representantes do Legislativo, devemos levar formas de amenizar os impactos financeiros dos comerciantes ao nosso governador. Normas sanitárias mais eficientes poderiam colaborar de maneira muito mais efetiva”, disse.

Para o vereador Plínio Costa de Andrade, todos os segmentos do comércio são importantes.

Não existe um comércio ou emprego mais importante que o outro, todos são essenciais. Além disso, nesta fase da pandemia as indústrias podem funcionar, enquanto que boa parte das lojas não. Não adianta a indústria produzir se o comércio está parado, a cadeia fica rompida. Se o consumidor final não comprar, logo a indústria terá que parar também”, afirmou.

Para Gilmara Silveira de Oliveira, os poderes Executivo e Legislativo devem dar mais atenção à Brigada de Enfrentamento à Covid-19.

Os brigadistas têm uma dedicação impressionante, é um trabalho heroico que precisa do nosso apoio, pois estes trabalhadores não estão sendo tratados como merecem”, disse.

Mauricio Antonio da Silva, por sua vez, reforçou solidariedade ao setor comercial, desde que sejam acompanhadas de medidas eficazes contra o novo coronavírus.

É necessário um balanço para que a saúde seja atendida, assim como os comerciantes. Não podemos deixar que a situação fique semelhante ao fim do ano passado, onde houve uma flexibilização pouco pensada, que gerou o caos. Devemos retomar de forma cautelosa. Sair do Minas Consciente não é uma opção, pois logo o município seria obrigado, por meios judiciais, a retornar ao plano. Não vejo outra alternativa que não seja pressionar o governo do estado”.

O parlamentar Francisco Assis Sena Carvalho demonstrou preocupação quanto aos decretos municipais e pediu planejamento por parte da prefeitura.

Os últimos decretos ocasionaram mais aglomeração do que haveria caso não fossem assinados. Agradeço que o prefeito tenha voltado atrás, mas peço que ocorra mais planejamento. Antes do fechamento de algum setor, é necessário reunião com os representantes do segmento a ser afetado”, disse.

Para o vereador Edmilson Amparado, a adoção dos municípios às fases do Minas Consciente deveriam ser regionalizadas.

Muitos são trabalhadores que estão passando por dificuldades seríssimas, como os vanzeiros e mototaxistas, que vêm sofrendo com a diminuição da demanda no serviço. Quero destacar também a importância de fazermos um pedido de clemência para que voltem a ser regionalizadas as ondas do Minas Consciente, pois toda localidade tem suas características e particularidades”, afirmou.