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Vacinação com 1ª dose em adultos chega a 80,38% em Minas Gerais

3 de setembro de 2021

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Minas Gerais atingiu a marca de 19.021.606 doses das vacinas contra a covid-19 aplicadas na população. De acordo com informações do governo do estado, a cobertura vacinal da primeira dose chega a 80,38% entre as pessoas acima de 18 anos. Já a da segunda dose ou dose única está em torno de 35,67% da população adulta. A taxa de incidência da doença caiu 10% nos últimos dias no estado.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Fábio Baccheretti, a expectativa é de que, até novembro, todos os adultos mineiros tenham tomado a segunda dose.

“A incidência da doença hoje é igual ao pico de 2020. Estamos batendo, agora, com tendência de queda. A grande diferença é que naquele momento ainda não tínhamos vacina. Atualmente, as notificações estão em baixa, o que indica que menos pacientes estão procurando atendimento médico”, disse o secretário.

Leitos

De acordo com o governo estadual, os números do sistema SUSFácilMG mostram que 15 pessoas, em todo estado, estavam na fila para um leito de UTI às 7h30 desta quinta-feira. Outras 95 aguardavam vagas para leitos de enfermaria.

Segundo Baccheretti, com a melhora do cenário da pandemia, muitos municípios estão desmobilizando leitos que estavam exclusivos para UTI covid-19, e voltando a realizar outros atendimentos, como as cirurgias eletivas. “Estamos observando que não há nenhuma pressão nos leitos de UTI”, disse.

Segundo o secretário, boa parte das cidades de Minas já está vacinando pessoas com 18 anos e a expectativa é que, ainda em setembro, sejam imunizados os adolescentes.

“Temos 1,7 milhão de jovens nessa faixa, vamos priorizar a vacinação dos que têm comorbidades, e depois chegamos aos demais”, disse.

Idosos que tomaram a vacina há mais de seis meses também devem receber a dose de reforço em setembro. A SES calcula 300 mil pessoas nessa faixa. Até o momento, o reforço é dado a pacientes com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas.

A dose extra deve ser de um fabricante diferente do medicamento que a pessoa já tomou. “Para quem se vacinou com CoronaVac, podemos aplicar Pfizer, AstraZeneca ou Janssen”, exemplifica o secretário.

Ele ainda lembra que os idosos são a população mais vulnerável à doença, mesmo tendo tomado duas doses do imunizante. Por isso, é tão importante manter os cuidados como uso de máscara e higienização das mãos.

“Atualmente, os idosos respondem por três quartos das mortes relacionadas à covid. Dessa forma, estamos destinando o reforço a esse grupo”, diz Baccheretti.