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SRS-Passos distribui 4,7 mil vacinas contra covid-19 para cidades da região

Por Beatriz Silva / Redação

21 de janeiro de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS — A Superintendência Regional de Saúde de Passos (SRS-Passos) distribuiu na manhã de ontem, aos 27 municípios de sua área de jurisdição, as primeiras 4,7 mil doses da vacina Coronavac. Na última terça-feira, 9.467 doses do imunizante foram entregues pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) à SRS-Passos, no entanto, por motivos de segurança, capacidade de armazenagem e controle de temperatura, as cidades receberam apenas a quantidade necessária para a aplicação da primeira dose. O restante permanecerá na rede de frios da regional e será partilhado após 14 dias das primeiras aplicações.


O que você também vai ler neste artigo:

  • Lar São Vicente
  • GUIA DA VACINA

A distribuição para os municípios foi feita com apoio da Polícia Militar, que escoltou o envio das vacinas para cada cidade. Entre os territórios que receberam a maior quantidade de vacinas estão Passos (1.156), São Sebastião do Paraíso (737) e Piumhi (321). Já entre os municípios com menor disponibilidade de imunobiológicos estão Bom Jesus da Penha (38), Vargem Bonita (22) e Doresópolis (16).

Conforme a equipe de Assessoria de Comunicação da SRS-Passos, a vacina deve ser aplicada em duas doses, num público estimado em 4,4 mil pessoas na região, que azem parte dos grupos prioritários para a etapa inicial de vacinação emergencial, conforme os planos nacional e estadual de imunização.

Os grupos prioritários são os profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à covid-19, pessoas de 60 anos ou mais que vivem em lares de idosos, pessoas institucionalizadas, maiores de 18 anos, portadoras de deficiência, e indígenas que vivem em terras indígenas.

No município de Passos, as primeiras 1.156 doses foram distribuídas entre profissionais do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Passos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) e aos moradores do Lar São Vicente. Até o momento, não há previsão de disponibilidade da Coronavac para aqueles que estão fora do grupo prioritário.

Veja o nº total de doses distribuídas em cada cidade da região no LINK abaixo: 

Quantidade de doses distribuídas por cidade 


Lar São Vicente

Idosos que vivem no Lar São Vicente e da casa onde ficam abrigados moradores que eram pacientes do Hospital Otto Krakauer começaram a ser vacinados às 13h desta quarta-feira. Segundo informações da instituição, foram 95 no São Vicente e 25 na residência abrigo.


GUIA DA VACINA

O que você precisa saber sobre a campanha de imunização contra a covid-19

11 – A vacina de Oxford tem melhor eficácia?

R – As duas vacinas têm eficácia suficiente para ajudar no combate à pandemia. Nos testes, a vacina de Oxford foi administrada de duas formas diferentes: na primeira delas, os voluntários receberam metade de uma dose e, um mês depois, uma dose completa. Nesse grupo de voluntários, a eficácia foi de 90%. Já no segundo grupo, que recebeu duas doses completas da vacina, a eficácia foi reduzida a 62%. Esses dois resultados permitiram obter eficácia média de 70%.


12 – A vacina de Oxford já está sendo produzida no Brasil?

R – Ainda não. A Fiocruz será a responsável pela produção da vacina de Oxford/AstraZeneca, mas não recebeu nenhuma remessa do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), o princípio ativo da vacina, para a produção. O produto vem da China. A instituição informou que a chegada dos insumos em janeiro ainda está dentro do calendário contratual.


13 – Quanto tempo após tomar a vacina a pessoa pode se considerar imunizada?

R – A imunidade depende de cada vacina. Um imunizante geralmente demora de duas a três semanas para fazer efeito. As duas vacinas (Coronavac e Oxford/AstraZeneca) precisam de duas doses para atingir a eficácia total. No caso da Coronavac, as vacinas devem ser aplicadas com intervalo de 28 dias. Já a vacina de Oxford pode ter espaço de 21 dias a 3 meses entre as aplicações.


14 – Grávidas podem tomar a vacina?

R – Segundo os especialistas, vai depender do caso. Os estudos clínicos dos imunizantes aprovados para uso emergencial no Brasil não têm dados robustos sobre a ação das vacinas em grávidas. Caso pertença a algum grupo de risco – seja ela obesa, hipertensa ou diabética -, deve ser informada de que se trata de uma vacina nova, ainda não testada para o caso dela. Mas, mesmo assim, ser infectada pela covid-19 representa um risco maior que o de ser vacinada. A recomendação é de que as gestantes conversem com seus obstetras antes de tomar uma decisão.


15 – Quem está com febre pode tomar a vacina? E quem está tomando antibiótico?

R – As pessoas com febre devem aguardar para receber a vacina. Quem está tomando antibiótico deve conversar com o seu médico antes.


16 – Por que a vacinação é importante?

R – Quanto maior o número de pessoas vacinadas, mais rápido terminará a pandemia. Isso porque diminuirá a circulação do vírus e maior parte da população fica protegida.


17 – À medida que a imunização ocorra, as medidas de isolamento podem ser relaxadas?

R – Os próprios técnicos da Anvisa que realizaram reunião pública e aprovaram o uso emergencial de ambas as vacinas – a Coronavac e a produzida por Oxford – ressaltaram que o País ainda está longe de vislumbrar um cenário em que as medidas de restrição impostas com base na ciência deixem de ser necessárias. Por isso, ainda é fundamental manter o isolamento sempre que possível e usar máscara e álcool em gel.


18 – Cuidador de idoso é grupo prioritário?

R – Não. No entanto, cuidadores das casas de repouso fazem parte dos grupos prioritários.


19 – Por que tomar vacina em duas doses?

R – A primeira dose não consegue produzir um nível de anticorpos protetores suficiente no organismo. A proteção máxima vai ocorrer 15 dias após a segunda dose, de reforço. Essa estratégia induz uma resposta protetora mais intensa que a infecção natural.

Continua na próxima edição.


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