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SES recomenda suspensão da vacina Astrazeneca em mulheres gestantes

12 de Maio de 2021

A secretaria de saúde de minas gerais recomendou que os municípios mineiros suspendam a aplicação da vacina Astrazeneca em mulheres grávidas. / Foto: Divulgação (Site EBC)

PASSOS – A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recomendou, nesta terça-feira, que os municípios mineiros suspendam a aplicação da vacina Astrazeneca em mulheres grávidas. No Sul de Minas pelo menos cinco prefeituras anunciaram a suspensão. A medida segue orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até o início da noite de ontem, a Prefeitura de Passos não havia se manifestado sobre o assunto.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a suspensão deve ser imediata e a decisão é resultado do monitoramento de efeitos adversos do imunizante. Segundo o ministério, só podem ser aplicadas, em gestantes, as vacinas Coronavac e da Pfizer. De acordo com especialistas, as grávidas que foram vacinadas com o medicamento Astrazeneca devem ter acompanhamento médico.

Ontem, a SES recomendou a suspensão imediata da vacina Astrazeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford. De acordo com a secretaria, os 853 municípios mineiros foram oficialmente comunicados, nesta terça-feira, sobre a recomendação. A vacina Astrazeneca é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina Astrazeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)”, diz nota enviada pela SES à imprensa.

A atual bula do imunizante não recomenda a aplicação em grávidas sem orientação médica individual. No Sul de Minas, Poços de Caldas, Três Pontas, Luminárias, Itumirim e Juruaia já anunciaram a suspensão do medicamento em grávidas antes do comunicado da SES.

Segundo a Anvisa, a orientação é para que “seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) a indicação da bula da vacina AstraZeneca e que a orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas (contra a) covid em uso no país”.

Os governos dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro também recomendaram a suspensão da aplicação da Astrazeneca em gestantes. Na cidade do Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde do município investiga a morte de uma mulher grávida que havia sido vacinada com o imunizante. Em Belo Horizonte, segundo informação do Estado de Minas, a prefeitura decidiu manter a vacinação de mulheres grávidas com a vacina fabricada pela Pfizer.