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Santa Casa realiza procedimento inédito na cardiologia

29 de março de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – A equipe de eletrofisiologia e/ou arritmia invasiva comemora a realização da primeira ablação de Fibrilação Atrial (FA) realizada na Santa Casa de Misericórdia de Passos. O procedimento é um dos mais complexos dentro da área de tratamento cirúrgico endovascular das arritmias cardíacas; e anteriormente era realizado apenas em grandes centros de referência em cardiologia. A operação é uma evolução no tratamento do setor de cardiologia da Santa Casa. Segundo o doutor Bruno Reis, cardiologista na instituição (CRM 44421/RQE 35270), a cirurgia marca uma nova era de procedimentos de alta tecnologia e complexidade.

Agora nosso serviço passa a ter capacidade e também a expertise em realizar não somente as intervenções cirúrgicas habituais para o setor de arritmias, mas também aquelas de mais alta complexidade, e que antes se faziam apenas em capitais. O procedimento realizado nos traz tranquilidade e confiança em poder continuar crescendo e realizando cada vez mais este tipo de cirurgia em nossa instituição”, afirma doutor Bruno.

O cardiologista esclarece que a Fibrilação Atrial é uma arritmia que tem características muito particulares e diferentes das demais arritmias.

É uma das arritmias mais comuns de todas as faixas etárias e sua prevalência aumenta sobremaneira com o incremento da idade, assim como seus riscos de complicações e óbito. A FA eleva os riscos de uma pessoa sofrer um AVC e é a complicação mais frequentemente relacionada à mesma”, explica doutor Bruno.

Geralmente os pacientes com Fibrilação Atrial se queixam de palpitações, que iniciam subitamente e podem durar desde poucos segundos até horas ou dias.

Se indicado o procedimento pelo médico responsável do paciente, a ablação da fibrilação atrial necessita de uma estrutura do laboratório de eletrofisiologia diferenciada. “Uma série de equipamentos adicionais de última geração são fundamentais para o mapeamento apurado dos focos da arritmia e técnicas especiais de punção permitem chegarmos com os cateteres dentro do átrio esquerdo”, descreve o cardiologista da Santa Casa.