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Região tem ocupação de 23,61% dos leitos de UTIs

Por Nathália Araújo / Redação

20 de julho de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS – O Instituto São Vicente de Paulo, em Cássia, e as Santas Casas de Misericórdia de Passos, São Sebastião do Paraíso e Piumhi podem receber pacientes infectados pelo coronavírus nas enfermarias. No caso das UTIs, somente duas cidades da região contam com leitos habilitados para cuidar dos sintomas apresentados pelas pessoas infectadas pelo coronavírus, sendo 52 em Passos e 20 em São Sebastião do Paraíso. Do número total, 23,61% das vagas já estão ocupadas.

Neste fim de semana, dois pacientes de Delfinópolis foram encaminhados para a internação em Passos e ambos pertenciam ao quadro de insuficiência respiratória aguda. De acordo com o diretor clínico do Hospital Municipal Elpídio Rodrigues Pinto, Ciro Silva Souza, os leitos são muitos disputados e todo o processo de encaminhamento leva muitas horas.

Os casos da doença estão cada vez mais frequentes e foi difícil conseguir as vagas necessárias. A equipe dos hospitais habilitados estão atendendo a região inteira e, infelizmente, são muitas cidades que necessitam dos recursos”, explicou.

O médico também destaca sobre a importância das vagas para pacientes infectados e orienta sobre os cuidados de prevenção.

Foi difícil para conseguir as internações, sei que o corpo clínico e todos os profissionais da saúde estão trabalhando muito para que o sistema não fique superlotado, mas vivemos um momento que requer muita atenção. É indispensável que todos sigam as recomendações de segurança, usem máscara e se atentem aos cuidados com a higiene”, completou Souza.

Em todo o estado, são 2.669 leitos de UTIs e mais de 80 mil pessoas testaram positivo para o coronavírus. Na região, os municípios já ultrapassaram a marca dos 600 casos confirmadas, sendo que 20 foram a óbito.

Minas prorroga estado de calamidade

BELO HORIZONTE – O estado de calamidade pública em Minas Gerais será mantido até 31 de dezembro de 2020. A Assembleia Legislativa (ALMG) aprovou, nessa sexta-feira, 17, pedido enviado pelo governador Romeu Zema para prorrogar o reconhecimento, devido à extensão dos danos provocados pela pandemia de covid-19.

A situação de calamidade foi decretada pela Resolução 5.529, em 25 de março deste ano. Com a medida, o Governo de Minas garante agilidade nas ações de combate ao coronavírus, definidas como prioridade da gestão.

O Estado e municípios mineiros que tenham decretado calamidade ficam dispensados de rea lizar licitação pública para contratar bens e serviços, o que facilita a tomada de decisões imediatas para atender à população. O Executivo também é liberado de limitação de empenho e de atingir os resultados fiscais.

Esforços

O Governo de Minas tem o compromisso de garantir à população acesso a Saúde e serviços essenciais. Na última semana, Romeu Zema entregou à ALMG o primeiro relatório trimestral, que detalha as ações desempenhadas e a evolução da receita e da despesa do Estado durante a pandemia. O documento, com mais de 200 páginas, contém dados de todas as secretarias.

Dentre as medidas adotadas estão a compra de respiradores, a criação do Hospital de Campanha e o investimento na ampliação de leitos. O relatório também detalha o desenvolvimento de estratégias como os planos Minas Consciente, de retomada da economia; Bolsa Merenda, que auxilia financeiramente famílias de estudantes de baixa renda da rede estadual; e Protege Minas, que garante a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para municípios.