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PSF’s e UPA têm queda de até 35% nos atendimentos

11 de abril de 2020

PASSOS – O fluxo de pessoas em postos de saúde e na UPA de Passos caiu entre 30% e 35% após a adoção de medidas de isolamento social para enfrentamento ao novo coronavírus. Os atendimentos nos locais de saúde foram adequados para diminuir o risco de contaminação de pacientes e também dos profissionais de saúde.

Segundo a coordenadora das unidades do Programa Saúde da Família (PSF) em Passos, Sandra Renata da Silva, o volume médio de atendimentos eletivos teve uma diminuição em torno de 30% a 35%. De acordo com ela, esta queda ocorre, principalmente, nos grupos operacionais, como diabéticos, hipertensos e idosos, que envolvem os casos com maior risco de morte em decorrência da covid-19. “Esses atendimentos caíram muito, até porque, a orientação do Ministério da Saúde foi cancelar todos os grupos operacionais e manter essa população alvo longe do risco de ser contaminada”, disse a coordenadora.

As orientações são para que as pessoas procurem um médico somente em caso de urgência ou emergência e evitem aglomerações e locais de risco, como os postos de saúde e a UPA. A coordenadora alerta que os pacientes com doenças crônicas devem manter os tratamentos e, quando necessário, procurar ajuda dos profissionais de saúde e evitar a automedicação.
De acordo com a coordenadora, os atendimentos estão sendo programados e com horário agendado. “Somente estão sendo programadas as consultas com gestantes, que estão sendo feitas em horários pré-definidos para que não haja aglomeração. Os demais casos, que são de demandas espontâneas, continuam a ser atendidos nas unidades e, em casos mais urgentes, os pacientes são encaminhados para a UPA”, afirma Sandra. Segundo ela, os casos de encaminhamento à UPA também diminuíram.

A reportagem visitou diversos PSF’s e a UPA e verificou o baixo número de pessoas a espera de atendimento. Segundo uma funcionária do ESF Nossa Senhora da Aparecida, a quantidade de pessoas mudou muito. “Antes, atendíamos quase trinta pessoas, todos os dias. Hoje (ontem), por exemplo, atendemos apenas duas, o fluxo realmente caiu muito”, relatou.
Muitas pessoas estão fazendo solicitações de medicamentos por telefone, por telefone, em vez de ir nas unidades. “Mesmo porque, as unidades básicas de saúde têm formas e maneiras de monitorar isso, que é através da solicitação de renovação de receita, onde a pessoa liga solicitando para que seja renovada a receita para tratamentos de doenças como diabetes e hipertensão, entre outros. As unidades têm renovado muitas receitas e também vemos que as pessoas estão buscando medicação, porque controlamos essa saída”, afirma Sandra.

De acordo com André Faria Machado, farmacêutico, a procura por medicamentos nas farmácias e drogarias aumentou. “Agora, a gente vende muito mais remédio comum, como analgésicos e similares. Eu acho que as pessoas estão se precavendo dentro de casa mesmo, cuidando como podem, o que pode até ser perigoso”, afirma.