Destaques Saúde

Probióticos, Prebióticos e Simbióticos: você sabe o que são?

8 de outubro de 2020

A nutricionista da Unimed, Mara Soares Rodrigues, exemplifica alguns alimentos que podem contribuir para o equilíbrio da saúde intestinal, como a aveia, gergelim, kefir, tomate, cebola, maçã, linhaça e alho. / Foto: Divulgação

Os probióticos e prebióticos são importantes para a nossa nutrição, mas muita gente não sabe do que se trata e quais os benefícios. Em resumo, os probióticos são bactérias que beneficiam nossa saúde intestinal e os prebióticos são os alimentos para estas bactérias, como detalha;

A nutricionista da Unimed Sudoeste de Minas, Mara Soares Rodrigues.

Probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde.Prebióticos são carboidratos não-digeríveis, que afetam beneficamente o organismo, por estimularem seletivamente a proliferação e/ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon. Além destes, há produtos classificados como simbióticos, aqueles nos quais um probiótico e um prebiótico estão combinados”.

Os alimentos prebióticos são aqueles que contam com tipos específicos de fibras alimentares que são compostos não digeríveis por nosso corpo. Essas fibras são responsáveis por “alimentar” as bactérias saudáveis que habitam nosso trato gastrointestinal e, dessa maneira, favorecer ainda mais o funcionamento desse sistema.

Esses tipos de alimento, portanto, devem sempre ser consumidos em conjunto com os probióticos, em volumes adequados. Assim, favorecem a multiplicação benéfica de bactérias específicas no sistema gastrointestinal.
Alimentos como o tomate, a cebola, a aveia, o trigo e a banana podem ser considerados prebióticos, pois possuem um tipo de fibra conhecida como FOS, ou frutooligosacarídeos.

Além desta fibra, também podemos considerar outras como a pectina, muito comum na casca da maçã e em frutas cítricas. A lignina, por sua vez, é facilmente encontrada nas cascas de oleaginosas como o gergelim e a linhaça, além das leguminosas como a soja e o feijão. A inulina é muito comumente encontrada no alho, nos aspargos e na chicória”, complementa Mara Rodrigues.

Atualmente, é possível encontrar prebióticos isolados, nas formas de cápsulas ou pó, para complementar a alimentação de um determinado indivíduo.


Probióticos e Simbióticos

Os efeitos positivos de um alimento probiótico acontecem porque as bactérias boas presentes nesses produtos conseguem atravessar o estômago sem sofrer danos e chegam vivas ao intestino, onde formam colônias que inibem o crescimento de bactérias prejudiciais. Dessa forma, quando existe um consumo regular de probióticos, as bactérias boas protegem as mucosas intestinais e evitam a absorção de substâncias tóxicas e inflamatórias. Esse mecanismo origina uma série de benefícios para a saúde.

Alguns dos principais alimentos probióticos são o chucrute; coalhada; iogurte; kefir; kefir de água; kimchi (prato típico coreano); kombucha; leite fermentado; missô; molho shoyu e queijo. Os simbióticos são produtos alimentares que combinam probióticos; suplemento alimentar microbiano vivo e prebióticos; componentes alimentares não digeríveis, atuando sobre a microbiota intestinal para beneficiar a saúde do indivíduo. Como exemplos de simbióticos temos: iogurtes, bebidas lácteas fermentadas, suplementos alimentares, fármacos, sucos de frutas e legumes fermentados.Simbióticos contém microrganismos, como algumas espécies bacterianas dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium e leveduras, como Saccharomyces boulardii, combinados a carboidratos, como inulina e fruto-oligossacarídeos”, complementa.

A nutricionista explica que estes alimentos agem estimulando seletivamente a proliferação e/ou atividade microbiana no local. Isso coopera para uma colonização da microbiota intestinal por microrganismos benéficos, diminuindo riscos de infecções por patógenos o que pode causar doenças. Esses alimentos também ajudam a melhorar a absorção de nutrientes pelo intestino, aumentam produção de vitaminas e enzimas digestivas, diminuem quantidade de colesterol no sangue, contribuem para a ação do sistema imunológico, podem ser utilizados no tratamento de diarreias, constipação e até prevenir câncer de cólon. Entretanto, o excesso no consumo pode ser prejudicial à saúde.

O excesso pode trazer consequências mais graves, como facilitar as infecções. Além disso, é comum ocorrer o efeito inverso: em vez de oferecerem o equilíbrio à microbiota, promovem uma desarmonia que causa flatulência e desarranjos intestinais”.

Consumidos de forma equilibrada, estes alimentos podem trazer vários benefícios que vão além da saúde intestinal, como fortalecimento do sistema imunológico contra gripes e resfriados; controle das reações alérgicas; redução da pressão arterial.

O bom funcionamento do intestino se reflete no corpo todo, por isso podemos contabilizar como benefícios do uso destes alimentos o auxílio em processos de emagrecimento; a prevenção a infecções genitais femininas, como candidíase e vaginose; controle de espinhas e acne e melhora de sintomas de depressão e ansiedade”, finaliza a nutricionista.