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Prefeitos de Paraíso e Passos descartam remanejamento

6 de março de 2021

A reunião foi solicitada pelo Prefeito de São Sebastião do Paraíso, que foi enfático ao afirmar que não aceitará a proposta. / Foto: Divulgação

PASSOS – Na noite de ontem, 5, os prefeitos de Passos, Diego Oliveira, e de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, o vice-prefeito, Daniel Tales, e a Secretária de Saúde, Adelma Lúcia e outras autoridades da região participam de reunião na sede da Regional de Saúde, em Passos, para tratar da proposta de remanejamento de pacientes das Santas Casas de Paraíso e de Passos para unidades hospitalares de outros municípios a fim de liberar leitos para pacientes contaminados pela covid-19 de regiões que estão na “onda roxa” do Minas Consciente.


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A reunião foi solicitada pelo Prefeito de São Sebastião do Paraíso, que foi enfático ao afirmar que não aceitará a proposta.

Nós não aceitamos o que foi proposto. Concordamos de receber pacientes de fora desde que o Estado aumente nossos leitos. Caso o Estado concorde em abrir 20 leitos, aceitaremos sem problemas, do contrário não vou admitir que isto ocorra. Caso isso não ocorra, não aceitaremos pacientes de fora. Lutamos muito para controlar a Covid no Município, chegar na situação que estamos hoje e, consequentemente, atender a nossa população. Já é muito difícil remanejar esses pacientes pelo SUS Fácil”, disse Morais em reunião realizada mais cedo.

O Prefeito de Passos, Diego Oliveira, reforçou o discurso de Morais, declarando que não se trata de egoísmo, mas que é necessária a contrapartida do Estado, aumentando o número de leitos dos hospitais da região.

Governo transfere pacientes para internação entre regiões de Minas

BELO HORIZONTE – Com o agravamento da pandemia, pacientes que necessitam de internação vêm sendo transferidos para diferentes regiões do estado. Segundo informações do governo de Minas, a medida tem por objetivo restabelecer, com velocidade, a capacidade de assistência médica nas macrorregiões Triângulo do Norte e Noroeste, que, nesta quarta-feira, 3, foram colocadas na onda roxa do plano Minas Consciente, faixa criada para contemplar as medidas mais severas de restrição.

Desde o início de fevereiro deste ano, no Triângulo do Norte, 99 pessoas foram transferidas para outras regiões de Saúde. Os locais que receberam pacientes foram Oeste (35), Centro (28), Centro-Sul (14), Sul (10), Norte (5), Triângulo do Sul (5) e Vale do Aço (2). Já na macrorregião Noroeste, 34 pessoas foram transferidas para outras regiões. Os territórios que receberam os pacientes foram Oeste (18), Vale do Aço (7), Norte (6), Sul (1), Triângulo do Sul (1) e Triângulo do Norte (1).

Temos o Triângulo do Norte e Noroeste inseridos na onda roxa porque vemos aumento da incidência de casos e na participação de pacientes covid na ocupação de leitos de terapia intensiva, aumento na mortalidade na região e também já retardo na capacidade de regulação de leitos da região. Para nós, as medidas adotadas são extremamente importantes para que tenhamos então capacidade de reestabelecer a rede assistencial na região”, afirma o secretário de Estado de Saúde, o médico Carlos Eduardo Amaral.

Em relação a março do ano passado, quando começou a pandemia em Minas, o número de leitos de UTI no Triângulo do Norte passou de 136 para 301. Já na macrorregião Noroeste o número de leitos foi ampliado de 53 para 120. Desde março do ano passado, o número de leitos de UTI passou de 2.072 para mais de 4 mil.


Onda roxa

As regras para as cidades que estiverem na onda roxa incluem toque de recolher das 20h às 5h e aos finais de semana; a proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado; a proibição de circulação de pessoas com sintomas gripais, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares; a proibição de realização de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam; além da realização de qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração, ainda que respeitadas as regras de distanciamento social.

Nessa fase, só será permitido o funcionamento de serviços essenciais e a circulação de pessoas fica limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos. O deslocamento para qualquer outra razão deverá ser justificado e a fiscalização será feita com o apoio da Polícia Militar.