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Pediatra orienta sobre cuidados para evitar a covid-19

Por Gabriella Alux / Especial

4 de agosto de 2020

Foto: Divulgação

Para evitar a transmissão do novo coronavírus entre crianças, é preciso, principalmente, adotar cuidados de higiene e evitar expor os pequenos a ambientes de uso coletivo. De acordo com a médica pediatra Lília Jane Marques de Souza Vianna, da Unimed, a necessidade da criança de pôr a mão nas coisas e na boca vem da “fase oral”, que é um período de descobertas por meio do toque e da boca. Por isso, ela alerta que é fundamental evitar este hábito, principalmente no cotidiano, evitando, por exemplo, voltar a chupeta à boca da criança depois de cair.

Em relação ao coronavírus, a principal orientação, conforme Lília, é não sair de casa com as crianças, mesmo que o comércio esteja aberto, pois é necessário ter muito cuidado.

Caso haja necessidade de sair, e se não há problemas de aglomeração, uma dica é carregar lenços umedecidos e acrescentar um pouco de shampoo infantil, que não arde os olhos, diluído. Desta forma, de tempos em tempos, ou se a criança colocou a mão em algo, dá para limpar as mãos e o rosto da criança. As crianças acima de dois anos devem usar máscaras, mas, menor que isso, não é possível. O álcool em gel também é complicado, porque pode arder ao levar aos olhos ou à boca, então esse truque do lenço é muito útil“, orientou.

Além disso, a médica reforça a importância de manter as unhas aparadas e mostrar exemplo em casa, como lavar a mão juntos.

Maria Izabel da Silva Viana, mãe da Luiza, de sete anos, aproveitou a curiosidade da filha para ensinar o significado da palavra pandemia e dar as primeiras orientações.

Expliquei a ela que o coronavírus é bem pequeno e que devemos usar a máscara. O que ajudou, também, foi ela ganhar uma máscara divertida, de astronauta, então fez com que não tivesse dificuldades“, disse.

A mãe também comentou que os cuidados foram redobrados e ela está focada em manter a criança segura e saudável, principalmente na alimentação, para aumentar a imunidade.

Nos primeiros dias ela achou que seria um isolamento de poucas semanas, mas depois de um mês ela se entristeceu, começou a chorar, ficar ansiosa, inquieta, ainda mais que a rotina mudou drasticamente. Então inserimos outras atividades, como brincar mais com os cachorros, leitura, filmes, pintura e desenho, que têm ajudado muito em sua saúde emocional“, relatou.