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Passos vacina idosos acima de 62 anos nesta quinta-feira

28 de abril de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Passos vai realizar nesta quinta-feira a vacinação de idosos a partir de 62 anos, por meio de drive thru que será realizado no Parque de Exposições Adolfo Coelho Lemos, entre 8h e 18h. As doses disponíveis são exclusivas para residentes em Passos, visto que é necessária a apresentação de comprovante de residência e da Carteira de Identidade (RG) ou do Cadastro de Pessoa Física (CPF). A partir de segunda-feira, 03, a imunização estará disponível em todas as salas de vacinas para esta mesma faixa etária.


O que você também vai ler neste artigo: 

  • Óbitos
  • Mais vacinas 
  • Butantan confirma 3 novas variantes do coronavírus em São Paulo

Em Cássia, nesta quarta-feira, idosos a partir de 64 anos estarão sendo vacinados no Poliesportivo. Também nesta quarta-feira, os idosos de 63 e 64 anos estarão sendo imunizados nos postos de saúde de Piumhi. Em Itaú de Minas, haverá vacinação nesta quarta, 28, para pessoas do grupo etário a partir de 63 anos e aqueles acima que ainda não foram contemplados com a primeira dose. Para quem possui carro, será no drive thru, no Parque de exposições, às 08h, e a vacinação a pé será na Escola Municipal Engenheiro Jorge Oliva, a partir das 08:30

Em Alpinópolis será realizada vacinação também hoje para pessoas de 64 anos no PSF de cada bairro, a partir das 8h:30min. Ontem, 27 de abril, a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, por meio da Vigilância em Saúde, deu continuidade ao cronograma de vacinação contra a Covid-19. Foi realizada a aplicação da segunda dose da vacina nos idosos de 74 e 73 anos. Hoje, dia 28, será a primeira dose dos idosos de 63 anos e na quinta-feira, 29, segunda dose dos idosos de 72 e 71 anos.


Óbitos

A região superou 700 mortes e 23,3 mil casos de covid-19. De acordo com boletins divulgados por prefeituras e pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) até esta terça-feira, já são ao menos 714 óbitos e 23.384 casos confirmados. Paraíso, com 155 óbitos e Passos, com 151, são as cidades com mais mortes em decorrência da doença.


Mais vacinas

Os 27 municípios da jurisdição da Superintendência Regional de Saúde de Passos (SRS Passos) retiraram nesta terça-feira, 27, as 9.300 doses de vacinas contra a covid-19. O quantitativo se refere à 13ª remessa dos imunizantes do Instituto Butantan e Fiocruz à Regional de Passos pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

A distribuição das doses teve o apoio do 12º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais e foi realizada no período da manhã. As vacinas serão utilizadas para a aplicação da primeira dose nas pessoas de 60 a 64 anos de idade e na segunda dose de quem tem de 65 a 69 anos e forças de segurança e salvamento, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

Conforme ocorre após a entrega de cada remessa, o setor de imunização do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da SRS Passos fez videoconferência com os responsáveis pela aplicação de vacinas nos municípios para repassar as orientações da Nota Técnica sobre os grupos prioritários da vacinação.


Butantan confirma 3 novas variantes do coronavírus em São Paulo

BRASÍLIA – Três novas variantes do novo coronavírus foram confirmadas no estado de São Paulo por testes diagnósticos realizados pelo Instituto Butantan. As novas cepas foram encontradas na Baixada Santista e nas cidades paulistas de Itapecerica da Serra e Jardinópolis.

Em Itapecerica da Serra, foi confirmada a presença da variante B.1.318, encontrada na Suíça e no Reino Unido. Já na Baixada Santista foi encontrada a variante sul-africana B.1.351, já identificada anteriormente na cidade de Sorocaba. E em Jardinópolis foi encontrada a N9, uma mutação da variante amazônica P1, já observada em vários estados brasileiros.

Segundo o Butantan, a variante sul-africana é a que mais preocupa. As outras duas são, por enquanto, variantes de interesse, ou seja, elas são monitoradas com atenção, mas ainda não indicam um possível agravamento da pandemia. O instituto diz que ainda é cedo para afirmar que essas variantes são mais transmissíveis ou mais agressivas do que as variantes brasileiras P1 e P2.

Esses estudos mostram que tem muita variante em São Paulo. Precisamos de políticas de contenção e respeitar o distanciamento para que a gente não fique espalhando variantes”, afirma, em nota, a vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan, Maria Carolina Quartim Barbosa Elias Sabbaga.

O surgimento de novas variantes gera preocupação em todo o mundo porque há o risco de que elas sejam mais transmissíveis e mais mortais. As variantes também podem ser mais resistentes às vacinas. Segundo o Butantan, as mutações do novo coronavírus indicam que a pandemia está longe de ser controlada. Por isso, é fundamental o uso de máscara, a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel e manutenção do distanciamento social.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que a paciente de Itapecerica da Serra, cujo exame confirmou a variante suíça, apresentou um quadro clínico leve, de síndrome gripal. O mesmo ocorreu ao paciente com a N.9.

Segundo a Secretaria da Saúde, três variantes são consideradas atualmente de atenção em todo o mundo devido às evidências de aumento de transmissibilidade ou de gravidade. São elas a P1 (Manaus), a B.1.1.7 (do Reino Unido) e a B.1.351 (que surgiu primeiramente na África do Sul).

Ainda segundo a secretaria, 114 casos autóctones dessas três variantes foram confirmados no estado de São Paulo até ontem (26), sendo 102 deles da P1. Casos autóctones significam que a transmissão da doença ou do vírus foi local, sem que o paciente apresente histórico de viagem para outras regiões.

Estudos têm demonstrado que a Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, é eficaz contra a mutação D614G, que predomina atualmente no mundo e é comum às linhagens B.1.1.28 (da qual derivam as variantes P.1 (amazônica) e P.2 (surgida no Rio de Janeiro) e B.1.1.33 (da qual deriva a variante N9).