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Passos registra 14 casos de hanseníase entre 2019 e 2020

13 de janeiro de 2021

Foto: Arquivo FM

PASSOS – Passos registrou 14 casos de hanseníase entre 2019 e 2020. De acordo com Georgia Celly Cortês dos Santos Machado, referência técnica da Vigilância Epidemiológica e da Infectologia de Passos, desses casos, até o momento, cinco ainda estão em tratamento ambulatorial. Georgia explica que a hanseníase “é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico, mycobacterium leprae, infecta os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos, mas também pode afetar os olhos e órgãos internos”.

Segundo Georgia, a hanseníase é transmitida através de contato próximo e prolongado de pessoas que têm a doença, mas não estão em tratamento. “Normalmente, a fonte da doença é um parente próximo que não sabe que está doente, como avós, pais irmãos e cônjuges. A mesma é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar) e não pelos objetos utilizados pelo paciente”, afirma.

Os sintomas da hanseníase são áreas da pele ou manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou dolorosa e/ou tato. Para fazer o diagnóstico, os pacientes devem procurar uma unidade de saúde e realizar uma consulta médica.

O fluxo é feito através das pessoas diagnosticadas na unidade de saúde mais próximas da sua casa, após esse diagnóstico, o setor de infectologia fica responsável pelo envio da medicação e orientação ao PSF, encaminhar a medicação, bem como treinamentos de equipe. A hanseníase é uma doença que tem cura, depois do tratamento realizado de seis ou doze meses”, explica Georgia.

Apesar de ter cura, a hanseníase, quando não tratada, pode levar à cegueira e incapacitações superiores e inferiores e, em casos raros, pode atingir outros órgãos. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza todos os anos, no mês de janeiro, a campanha “Janeiro Roxo”. A campanha, que foi oficializada em 2016, tem como principal objetivo realizar debates sobre a conscientização da hanseníase.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos novos de hanseníase diagnosticados anualmente, superado apenas pela Índia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, 150 países contabilizaram 210.671 novos casos da doença, o que corresponde a 2,8 casos a cada 100 mil habitantes. No Brasil, no mesmo ano, foram detectados 26.875 casos novos, o que expressa 12,9 casos a cada 100 mil habitantes. Os estados do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará, e Piauí são os que apresentam os maiores índices da doença.