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Passense que mora nos EUA recebe vacina anticovid

Por Adriana Dias / Redação

7 de janeiro de 2021

Anita Guimarães Calore é nutricionista do Departamento de Saúde da Flórida e por ser profissional da área da saúde ajuda nas ações de vacinação. / Foto: Divulgação

PASSOS – Anita Guimarães Calore, nutricionista do Departamento de Saúde da Flórida, pode ter sido a primeira passense vacinada contra a covid-19. Ela recebeu a dose da vacina no dia 30 de dezembro, em Orlando (EUA), onde mora desde 2016. Por ser profissional da saúde e atuar no governo, ela foi uma das beneficiadas com a dose.


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De acordo com Anita, todos os funcionários do governo dos Estados Unidos trabalham em situações de emergências como pandemias, catástrofes como furacões.

Somos convocados a apoiar as ações em outras unidades, além das nossas, para dar assistência. Quando tem furacão, por exemplo, abrem abrigos para as pessoas que foram impactadas. Na pandemia, especificamente, nós nunca paramos de trabalhar, sempre com todos trancados em casa, atuamos em nossas unidades. Somos considerados funcionários essenciais, atuando de uma a três vezes na semana. Nesta quinta-feira, 7, volto a atender lá, novamente”, explicou a passense.

A mineira contou que não teve qualquer reação à vacina, apenas um pouco de dor no local, o que é natural pela picada. “A vacinação nos Estados Unidos teve início no dia 23 de dezembro para os profissionais de saúde e, desde o dia 29 de dezembro, para idosos acima de 65 anos”, garantiu.

Questionada sobre a sensação de saber que está vacinada, Anita disse que é estar um pouco mais protegida.

Em setembro, tanto eu quanto meu marido, fomos contaminados com a covid-19. Fomos a uma festa de aniversário, sendo que praticamente todos os que estavam na festa pegaram covid. Agora, em janeiro, uma amiga que já havia pego foi reinfectada pela doença, há uma semana. Então, a minha sensação é apenas essa, de estar um pouco mais protegida”, disse.

Conforme Anita explicou, nenhum de seus familiares recebeu doses da vacina, por não estarem dentro das faixas etárias ou de grupos de riscos. Ela é casada com um brasileiro e tem três filhos, que nasceram no Brasil.
Sobre o fato de saber que no Brasil ainda há muita indefinição a respeito da vacinação, ela disse se sentir preocupada.

Ainda estamos conhecendo sobre esta doença, é tudo muito novo, então é difícil saber quem está fazendo o certo. Não posso dar opinião a respeito, mas entendo que a briga política que ocorre no Brasil atrapalha muito as questões de saúde. Se EUA ou Brasil estão corretos, não dá para saber. Me preocupo, sim, pelo fato desta indefinição política que pode vir a prejudicar a saúde das pessoas, e as pessoas mais importantes da minha vida estão no Brasil, que são meus pais, os dentistas Maciel Eustáquio e Célia Guimarães, meus irmãos Nara, Carolina e Maciel Junior e amigos”, alegou.

Anita trabalha nas ações da covid-19 como apoio ao tráfego.

São estações de vacinação com filas de carro. Então, ajudamos os motoristas a se dirigirem para os locais onde vão receber as vacinas. Também já atuei como recepcionista verificando nomes, documentos. Não atuo no setor de administração da vacina, uma vez que não sou enfermeira”, salientou.