Saúde

País perdeu 34,5 mil leitos de internação desde o surto de H1N1

25 de março de 2020

Da pandemia de H1N1, em 2009, até a chegada do novo coronavírus, neste ano, o Brasil perdeu 34,5 mil leitos de internação. Esses espaços são destinados a pacientes que precisam ficar por mais de 24 horas dentro de um hospital e, pelas previsões de autoridades de saúde, vão poder atender a grande parte dos casos mais graves da doença, cerca de 20% do total, nos próximos meses.
Em números totais, os leitos para internação no País caíram de 460,92 mil para 426,38 mil no intervalo que separa as duas pandemias. A queda ocorreu em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a redução chegou a 48,53 mil espaços de atendimento. No mesmo período, a rede privada apresentou um salto de cerca de 14 mil leitos, um aumento considerado baixo por especialistas do setor.
Técnicos do Ministério da Saúde ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo dizem que a queda em número de leitos de internação é global e está relacionada, em parte considerável, à política pública de reforçar a atenção básica. Uma parte significativa de leitos fechados no País seria de hospitais conveniados do SUS que, pouco lucrativos, deixaram de funcionar. Procurada pela reportagem, a pasta não se manifestou.
Médico e pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Josué Laguardia afirma que é difícil projetar como a covid-19 vai pressionar a rede de serviços de saúde. Tudo vai depender, segundo ele, do sucesso ou não de medidas para segurar o crescimento da curva de casos.
Laguardia avalia que a rede de assistência deve preparar a liberação de leitos para a demanda que a pandemia vai impor, a partir de medidas específicas, como cancelar cirurgias simples e evitar internações desnecessárias. “Atenção primária também é importante, pois faz uma triagem. Consegue-se identificar quem é o paciente que precisa de internação”, ressalta o pesquisador. Ele afirma que os Estados até podem ter parâmetros próximos do ideal sobre assistência em saúde, mas, se desagregar a regiões menores, nota-se desigualdade bem maior. “Há esses vazios assistenciais.”
Um estudo do Projeto Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess) da Fiocruz observa, a partir de dados de 2009 a 2017, forte desigualdade na distribuição de leitos no País. A relação de cerca de dois leitos por 1 mil habitantes no SUS ficaria abaixo de dados apontados como satisfatórios pelo próprio governo. “Como em diversas outras áreas da realidade brasileira, as desigualdades regionais mostraram-se marcantes, seja em relação a distribuição e evolução de estabelecimentos e leitos hospitalares por tipo de porte e esfera jurídica, seja considerando dimensões do desempenho”, diz a pesquisa.

Suplementação com Coenzima Q10 ajuda a fortalecer o sistema imunológico

As gripes sazonais e pandêmicas continuam sendo um problema de saúde pública em larga escala, mesmo com os programas de vacinação no Brasil e em todo o mundo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que existam de 3 a 5 milhões de casos graves de influenza em todo o mundo e que cerca de 250.000 a 500.000 mortes ocorram por ano devido aos surtos de gripe. Em 2009 durante o surto de H1N1, a chamada gripe suína, estudos identificaram que embora a maioria das mortes tenha ocorrido em pacientes com mais de 65 anos, identificou-se uma tendência a doenças mais graves e morte em pacientes jovens e saudáveis. Agora em meio ao surto de COVID-19 em todo o mundo, é importante estar atento não só aos tratamentos antivirais para o combate a infecção, mas também na prevenção do organismo para evitar a contaminação.
Recentes estudos identificaram que a Coenzima q10, potente substância bioativa antioxidante e que é responsável pela respiração mitocondrial nas células do nosso organismo e consequentemente pela produção de anticorpos e fortalecimento do sistema imune, pode se esgotar em doenças agudas ou crônicas, levando a diminuição da produção de energia celular, ao aumento de radicais livres e consequentemente danificar ainda mais as mitocôndrias e limitar nossas defesas. Em um pequeno estudo clínico com crianças com o vírus influenza H1N1, os níveis séricos de Coenzima Q10 e zinco foram significativamente reduzidos, o que se correlacionou com o aumento da gravidade dos danos no tecido pulmonar
Especificamente, em condições crônicas relacionadas à superprodução e superatividade das citocinas pró-inflamatórias, a suplementação com Coenzima Q10 resultou na atenuação dos marcadores inflamatórios e impediu a ativação da sinalização inflamatória.
Para que a Coenzima Q10 funcione corretamente no organismo é necessária sua absorção com outras vitaminas como Vitamina C, e Vitaminas do complexo B. Graças aos avanços da indústria nutracêutica e de suplementação alimentar em todo o mundo, temos disponível no mercado suplementos compostos com Coenzima Q10 e Vitaminas que podem ser agregados a nossa alimentação diária para mantermos o organismo protegido das infecções.