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Lar dos Idosos de Passos segue sem nenhum caso de covid-19

4 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Vários lares asilares da região tiveram seus idosos contaminados pelo coronavírus. Alfenas e Piumhi foram os mais afetados. E, em Passos, a diretoria da Sociedade São Vicente de Paulo se orgulha de, em nove meses de pandemia, ter conseguido se manter sem nenhum caso da doença, tanto em moradores quanto de profissionais.

Em Alfenas, uma das cidades onde os casos foram mais graves, ao todo, 110 moradores da instituição e outros 27 funcionários foram contaminados, sendo que 17 idosos morreram em decorrência da doença. O lar em Piumhi também os casos foram registrados no mês de agosto.

Trinta e seis idosos da Casa dos Velhinhos Grijalva Alves Terra foram diagnosticados. Além disso, a instituição registrou três óbitos de residentes, embora a direção assegure que não tenha sido por causa da doença. E, quatorze funcionários do asilo também testaram positivo para o novo coronavírus.

Já em Passos, em nove meses não houve nenhum registro da doença. De acordo com o presidente da Sociedade São Vicente de Paulo, Joaquim Leonel Soares, isso se deve ao fato de um rigor na realização dos protocolos orientados pela Organização Mundial da Saúde.

Nós tomamos todos os cuidados necessários. Inclusive dois colaboradores nossos da área da saúde que foram para a linha de frente da pandemia nós optamos pela dispensa para não comprometer os outros funcionários e, principalmente os idosos”, disse Soares.

Para Jorgeane Oliveira, coordenadora administrativa do Lar São Vicente de Paulo, de Passos e também a enfermeira responsável técnica, Silvana Carneiro, a instituição está atualmente com 94 moradores.

Estávamos com 92 e tivemos que fazer dois acolhimentos, pois o risco para a saúde deles estava maior que o da covid. Adotamos todos os protocolos, inclusive, pedimos o teste para ambos. Todos seguem uma série de exames normalmente, mas covid não fazia parte, agora faz. Ganhamos pelo setor de epidemiologia. E temos 85 colaboradores em todos os setores”, informaram.

Com relação às visitas, Jorgeane explicou que desde janeiro, quando a doença foi anunciada a diretoria já cuidou para que os protocolos internacionais fossem iniciados e, dentre eles, o isolamento.

O acesso que os idosos têm é conosco, os colaboradores. Mas, tivemos que nos adaptar às novas tecnologias e fazer chamadas de vídeo com parentes e voluntários para que continuassem o contato. E, desde o meio de novembro estamos fazendo a recepção do visitante no quiosque, sendo que tem toda proteção – tanto o visitante quanto o morador de máscaras, com distância segura e não se tocam, é mais para o olho no olho tão necessário”, contou Jorgeane.

Sobre o fato de lidar com a falta das visitas e dos eventos que normalmente eram realizados, a coordenadora explicou que falam aos pacientes de maneira muito particular.

Eles conseguiram entender, dentro da realidade de cada um, o que dissemos a eles. A parte psicológica também é responsável por adoecer as pessoas, então começamos a fazer desta forma, a visita no quiosque e que liguem com mais freqüência aos familiares”, disse, acrescentando que visitas de parentes não é muito corriqueira no lar normalmente.

Durante estes nove meses quando houve necessidade de algum deles sair para consulta, as medidas de proteção foram adotadas. E, neste período alguns tiveram que ser internado. “Ao chegarem da internação, ficam em isolamento antes de ficar junto com os outros idosos”, finalizou Jorgeane.