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Idosos do Lar São Vicente são vacinados contra a covid-19

Por Adriana Dias / Redação

23 de janeiro de 2021

Adalgisa Capeli Mendes, que vai completar 100 anos em julho, foi a primeira moradora do Lar São Vicente de Paulo a receber a dose de vacina contra a Covid -19. / Foto: Divulgação

PASSOS – Das 1.156 doses de vacinas Coronavac referentes à primeira fase recebidas pela Prefeitura de Passos, 164 unidades foram destinadas a moradores e profissionais que atuam no Lar São Vicente de Paulo, em Passos. A vacinação foi realizada na quarta-feira, 20, e 91 idosos foram imunizados. De acordo com Jorgeane Oliveira, coordenadora administrativa do Lar São Vicente de Paulo, foram aplicadas vacinas nos 91 moradores e também nos 73 colaboradores.


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A primeira a receber a  dose no Lar foi Adalgisa Capeli Mendes, que vai completar 100 anos em julho. Sebastião de Oliveira Costa, que também mora no Lar, confessou, todo feliz, que a vacina poderia ser até mesmo na testa que ele gostaria de tomar Ainda conforme informou a coordenadora, até o momento, nenhum morador ou profissional do Lar testou positivo para covid-19, o que a diretoria atribui a uma excelente equipe que tem praticado todos os procedimentos de segurança de saúde para prevenção da doença.


GUIA DA VACINA

O que você precisa saber sobre a campanha de imunização contra a covid-19

35 – Quais são os efeitos colaterais que podem ocorrer após a vacina?

R – Podem durar até duas semanas após a aplicação da vacina. Isso inclui efeitos leves e locais e sintomas mais graves. Normalmente, a maior parte dos eventos adversos incluem sintomas brandos. Muito comuns: dor no local da injeção, cansaço, fadiga, dor de cabeça; Comuns: edema, prurido, enduração no local da injeção, náusea, diarreia, dor muscular, tosse, dor articular, coceira na pele, nariz escorrendo, dor de garganta, congestão nasal; Incomuns: hematoma no local da injeção, vômitos, febre, exantema (erupção cutânea), dor na orofaringe, espirros, tontura, dor abdominal, sonolência, mal-estar, rubor, dor/desconforto nas extremidades, dor nas costas, vertigem, edema, dispneia, diminuição do apetite; Desconhecidos: é uma vacina nova, podem ocorrer efeitos ainda não mapeados.


36 – Quando teremos imunidade de rebanho com a vacinação?

R – Cerca de 60% a 70% da população precisa estar imunizada ou resistente imunologicamente para começar a ter uma imunidade de rebanho. O tempo que isso vai levar é aquele em que se conseguir vacinar esse percentual de pessoas, acrescentando as já infectadas, que também são resistentes, ainda que não se saiba por qual período.


37 – A vacinação contra a covid-19 acabará com o novo coronavírus?

R – Se houver uma alta cobertura vacinal e o imunizante realmente proteger da infecção, a pandemia poderá ser superada, mas isso também depende da adesão das pessoas ao chamado para a vacinação.


38 – A vacina será obrigatória?

R – Na prática, as vacinas no Brasil já são ‘obrigatórias’. Em diversos estados e cidades brasileiras, quem quiser matricular filhos em colégios públicos, por exemplo, precisa mostrar cadernetas de vacinação em dia. A necessidade de apresentação de caderneta também é obrigatória para quem quer disputar cargos públicos no Brasil e imunização em dia é “condição necessária” para quem se inscreve no Bolsa Família. Outro exemplo de “obrigatoriedade” é a vacina de febre amarela. Segundo a OMS, 127 países exigem a vacinação contra a doença. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a aplicação de medidas restritivas para quem se recusar a se vacinar contra a Covid-19. Eles entenderam que essas medidas são necessárias porque a saúde coletiva não pode ser prejudicada por decisão individual. Para os ministros, a vacina obrigatória não significa a vacinação forçada da população. Entre as medidas estão a “restrição ao exercício de certas atividades ou à frequência de determinados lugares, desde que previstas em lei, ou dela decorrentes” e com respeito “à dignidade humana e aos direitos fundamentais das pessoas”.


39 – Quanto tempo durará a proteção da vacina contra a Covid-19 ? Terei que tomá-la todo ano, igual a vacina contra a gripe?

R – Ainda não é possível saber quanto tempo durará a proteção gerada pelas vacinas. Os voluntários que fizeram parte dos testes de fase 3 serão acompanhados durante muitos anos para termos noção da duração da imunidade gerada pela vacina. É impossível dizer, com segurança, neste momento, qual será essa duração. Três anos? Dez anos? É uma resposta que teremos somente com o tempo.