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Hospital de Campanha segue sem contrato com prefeitura

13 de janeiro de 2021

Foto: Helder Almeida

PASSOS – Doze dias após o encerramento do contrato entre a Fundação Beneficente São João da Escócia (FBSJE) e a Prefeitura de Passos para o Hospital de Campanha – vencido em 31 de dezembro – nenhuma solução foi tomada por parte da administração municipal.


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O Hospital de Campanha de Passos, adaptado para dar atendimento a possíveis casos de coronavírus, volta ao centro das atenções uma vez que os casos de covid-19 têm aumentado na cidade e na região. Porém, por parte da nova gestão, não foi tomada nenhuma medida, até esta terça-feira, sobre o hospital.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Arlindo Nascimento, que é vice-prefeito e responde interinamente pela, não foi agendada nenhuma reunião e ele não soube informar sobre o assunto, na tarde desta terça-feira.
O prefeito, Diego Oliveira, esteve em tratativas com a diretoria da fundação para a renovação do contrato, cerca de 15 dias antes de assumir o cargo, mas, depois de ter tomado posse, não voltou a falar do assunto com a direção da fundação.

O presidente da FBSJE, Piassi Giovani contou que segue aguardando um posicionamento da prefeitura, e que, até o momento, não chegou a ser comunicado ou ter qualquer reunião agendada para falar de renovação para Hospital de Campanha ou para outras expectativas que porventura o prefeito tenha para o local.

Soube que ele estaria interessado em implantar no espaço os serviços do Centro de Atenção Psicossocial III e o Infantil (Caps III) e o Caps I. O que faria com que a prefeitura deixasse de pagar os vários aluguéis que paga por diversos prédios na cidade. Temos, óbvio a intenção e o compromisso de dar prioridade para os casos de covid por uma questão de cautela. De repente, precisam mesmo internar alguém lá e já está preparado, mas temos, sim, outros interessados no lugar. Claro que a prioridade é a pandemia. O local está com problemas que foram deixados pela prefeitura, questões que deverão ser resolvidas, que são relativas ao pagamento de água e energia. Sobre os recursos que foram investidos lá, foi um dinheiro que veio para Passos para o enfrentamento à covid-19”, disse Giovani.

O local foi preparado para receber até 80 pacientes de média e baixa complexidade, mas, desde o mês de março não foi utilizado. A estrutura provisória no prédio do antigo Hospital Otto Krakauer seria para ser usada pela secretaria de Saúde de Passos. O local tem três entradas para evitar aglomerações – uma apenas para funcionários; outra, para pessoas com sintomas e a terceira para quem não tiver sintomas ou formas leves.

O prédio cedido até o fim do ano serviu como sede do hospital até 2016. Passou por uma reforma feita através de uma parceria entre a fundação e os recuperandos da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).
Foi montado nos meados do mês de março um gabinete de crise a respeito da covid-19.

E nesse gabinete um estudo foi feito e ficou consolidado que haveria necessidade de uma ajuda aos hospitais existentes na cidade. O grupo também conseguiu junto à Justiça do Trabalho uma verba para compra de materiais para adaptação e reforma.