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Guaxupé pode integrar testes da vacina Butanvac

Por Gabriella Alux / Redação

24 de agosto de 2021

Foto: Divulgação.

PASSOS – O município de Guaxupé pode integrar os estudos da vacina Butanvac, produzida pelo Instituto Butantan a partir da técnica de vírus inativado, que usa tecnologia de inoculação do patógeno em ovos embrionados e que já está em fase de testes pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Ontem, o diretor do instituto, Dimas Covas, esteve na cidade para anunciar estudos de cooperação sobre a covid-19.

“Já foi feita uma solicitação para a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para a inclusão de Guaxupé nesse estudo da Butanvac e é esperado que essa deliberação aconteça até hoje (ontem) para que o município possa, também, ter participantes deste estudo, que é importante porque se trata de uma vacina nova e muito promissora que pode, de fato, fazer diferença já no final deste ano e começo do ano que vem”, disse Covas.

De acordo com informações do Butantan, a Butanvac será fabricada totalmente no Brasil, com custos baixos e sem dependência de insumo importado.

Segundo Covas, o Butantan fará um inquérito epidemiológico domiciliar em Guaxupé, entre a próxima sexta-feira, 27, e domingo, 29, e a previsão é que cerca de mil pessoas participem do estudo, que deve contribuir para mostrar o quadro local da pandemia, além de fornecer informações sobre a incidência do Sars-CoV-2, a prevalência da covid-19 e a situação das variantes.

“Vamos estudar Guaxupé através de um estabelecimento de cooperação ampla que pretende sediar estudos relacionados à pandemia, desde a incidência, prevalência, variantes, etc. Neste final de semana, será feito o primeiro inquérito biológico no município, onde vamos identificar a incidência de casos. Por sorteio, serão escolhidas residências a serem visitadas por uma equipe credenciada e identificada do Butantan para convidar as pessoas a participarem do programa para, então, fazerem coletas de amostras de swab nasal para exames de PCR e genotipagem. Com isso, na semana que vem, já será conhecida qual é a incidência do momento e quais as variantes que circulam, para dar um primeiro quadro da situação do município”, afirmou Covas.

De acordo com o diretor do Butantan, o estudo contempla a zona urbana, mas pode vir a integrar a zona rural e o número de participantes pode chegar a 1,2 mil ou 1,6 mil.

Ontem, Covas se reuniu com o prefeito de Guaxupé, Heber Hamilton Quintella, e a secretária de Saúde do município, Daniela Bettelli Lutf,

A parceria de Guaxupé com o Butantan começou há cerca de dois meses, quando autoridades do município enviaram uma carta para o instituto colocando a cidade à disposição para pesquisa no combate ao coronavírus.

“Vamos trabalhar cada vez mais para persistir no uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) contra o coronavírus, todas as medidas de segurança e, o mais importante, a vacina, que agora iremos contar com a Butanvac”, afirma o prefeito.

Segundo Covas, a vacinação no Brasil está avançando rapidamente, com cerca de 75% das pessoas já imunizadas com a primeira dose, mas, apenas 25% com a imunização completa.

“O desafio é completar o esquema vacinal. Com a variante delta, que é potencialmente uma ameaça, temos que andar o mais rapidamente com a segunda dose e pensar, talvez, em uma dose adicional para as pessoas vulneráveis, como as com baixa imunidade, idosos e comorbidades, por exemplo”, afirma o diretor do Butantan.