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Em Passos, 13 idosos recusaram a vacina contra o coronavírus

Por Beatriz Silva / Redação

22 de fevereiro de 2021

Desde a chegada do imunobiológico em Passos, um total de 13 idosos recusaram a vacina. / Foto: Divulgação

PASSOS – Apesar da euforia com o início da vacinação contra a covid-19 em todo país, desde a chegada das doses do imunizante em Passos, um total de 13 idosos preferiram recusar a imunização. Conforme Paula Fabiana Tavares Freitas Santos, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, entre os motivos para a recusa está o medo de reações adversas.

Entre os principais motivos de recusarem a vacina estão o medo das reações por parte do idoso e da família, o aguardo de parecer médico, o relato de gripe após serem vacinados contra a gripe, além do receio da doença após a vacina”, disse.

Quanto a obrigatoriedade da vacina, em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a mesma poderia ser determinada pelo governo federal, estados ou municípios. Assim, as penalidades a quem não cumprisse a obrigação deveriam ser definidas em lei. Ainda no mesmo mês, em Assembleia Legislativa, definiu-se que o Estado de Minas Gerais teria obrigatoriedade em oferecer a vacina à população, porém, ao mesmo passo, a imunização seria gratuita e facultativa.

Sobre aqueles que se recusaram a serem vacinados, Paula lembrou que todos receberam orientações sobre a importância da vacina na prevenção da doença. Ainda em relação aos imunobiológicos, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica destacou a segurança das doses.

A vacina é segura e uma importante forma de prevenção contra a doença. Os idosos não têm apresentado reações adversas. A vacinação, além de proteger o vacinado, ajuda a interromper a transmissão da doença. Lembro e oriento que, mesmo após a vacina, todas as medidas de prevenção da doença devem ser mantidas”, encerrou.


Região ultrapassa 15 mil casos de covid-19

Foto: Divulgação

PASSOS- A região ultrapassou, na última semana, 15 mil casos confirmados de covid-19. De acordo com boletins epidemiológicos divulgados por prefeituras e Governo do Estado, Passos foi a cidade com maior número de novos casos entre a última sexta-feira, 19, e dia 12 de fevereiro. No município, foram 119 registros no período, uma média de 17 ocorrências por dia. Em seguida, está São Sebastião do Paraíso (70), Itaú de Minas (48), Capetinga (44), Piumhi (38), Nova Resende (34) e Ibiraci (25). Na região, 17.555 doses de vacina contra a covid já foram aplicadas.

Quanto aos óbitos em decorrência de infecção pelo novo coronavírus, Passos também liderou, com sete mortes na semana. Paraíso, que na semana anterior havia registrado oito óbitos, teve quatro. Piumhi registrou cinco falecimentos e Itaú de Minas não teve mortes em decorrência da doença na última semana.

Paraíso, com 95 mortes até a última sexta-feira, Passos (73) e Piumhi (34) são os municípios com maior número de óbitos na região. Segundo os dados do Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (Ses-MG), a região teve um aumento de 4,97% nos números de casos positivos, subindo de 14.374 para 15.083 em uma semana. A elevação percentual de óbitos foi de 6,88%.

No boletim estadual, os menores aumentos de confirmações de novos casos na última semana foram registrados em São Roque de Minas (5), Pratápolis e São Tomás de Aquino, que registraram quatro casos cada, Alpinópolis, Claraval e Delfinópolis, com três novos casos cada, e Fortaleza de Minas e Itamogi, com dois cada. Doresópolis, São José da Barra e Vargem Bonita não registraram novos casos, segundo o boletim estadual.

De acordo com as prefeituras, não houve novos registros de casos em Vargem Bonita, São Tomás de Aquino, São José da Barra, Pimenta, Nova Resende, Monte Santo de Minas, Jacuí, Itamogi, Ibiraci, Doresópolis, Delfinópolis, Claraval, Capitólio, Capetinga e Bom Jesus da Penha. Fortaleza de Minas e São Roque de Minas não registraram casos de mortes pela doença. O número de doses aplicadas das vacinas contra a covid-19 chegou a 17.555 em 25 cidades da região, sendo que esta quantidade é referente à primeira e à segunda doses do imunizante.