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‘É outra vida’, afirma idosa vacinada contra a covid-19

Por Gabriella Alux/ Especial

24 de abril de 2021

“Estou mais tranquila agora”, disse Maria do Socorro, 75 anos, uma das vacinadas. / Foto: Divulgação

PASSOS – Conceição Rosa da Cruz, de 78 anos e residente em Passos, afirma que voltou a sentir liberdade e que sua vida mudou depois que foi vacinada contra a covid-19, mas que espera que a imunização seja ampliada a todo mundo para que a situação melhore.

É outra vida. Não senti nenhuma reação e não vejo a hora de todo mundo vacinar para mudar nossa situação. Sinto muita falta de tomar chá com minhas amigas, reunir, conversar e fazer exercícios. Faz um ano e quatro meses que não faço ginástica para evitar aglomerações, apenas vou ao mercado e caminho na avenida Sabiá em horário que não tem muita gente porque, na minha idade, não é bom ficar parada, mas é muito ruim não ter com quem conversar. Espero que minha rotina volte ao normal, ainda com todos os cuidados”, disse.

No município, 8.024 pessoas já foram vacinadas contra a doença. De acordo com informações da Prefeitura de Passos, 5.164 idosos e 2.860 trabalhadores da saúde estão imunizados com as duas doses da vacina. Maria do Socorro de Araújo Oliveira, 75 anos, tomou a segunda dose na última terça-feira, 20, e conta que está aliviada.

Estou mais tranquila agora, apesar de que tive um pouco de receio. Tomei a segunda dose e foi uma maravilha. Continuo usando máscara e álcool em gel quando saio, mesmo que apenas para fazer o essencial, como ir ao mercado e na igreja domingo de manhã. Vi que, mesmo se eu pegar o vírus, tem menos risco de ser grave agora que tomei a vacina, então fico um pouco mais despreocupada. Apenas peço a Deus que todos os jovens e demais pessoas também possam tomar”, disse.

O estudante de medicina Daniel Oliveira Santos, de 23 anos, conta que a imunização reacendeu seu brilho nos olhos pela ciência, que deve ser vista como um pilar fundamental para o enfrentamento à pandemia.

A vacina garantiu uma maior tranquilidade mental, visto que a exposição em aulas práticas era constante. Foi um alívio. Minha vida está adaptada para a nova realidade e meu convívio restrito à namorada, familiares e poucos amigos. Mesmo após a imunização, continuo com as medidas de prevenção para evitar a transmissão e o contágio da doença, uma vez que tenho noção do triste período que passamos. Meus familiares ficaram muito contentes com minha imunização e estão ávidos para que cheguem as vacinas às suas respectivas faixas etárias”, afirma.

A técnica de enfermagem Nathália Autina de Oliveira, 31 anos, relata que tomou as duas doses da vacina há cerca de três meses e que sua rotina não mudou.

Como é tudo muito novo, não se sabe ao certo sobre a imunização da vacina, mas, como eu já tive covid-19, as doses abrandam os efeitos desta nova doença para evitar que, caso eu venha a contrair o vírus, a situação possa se agravar posteriormente”, disse.