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Dois em cada dez passenses não tomariam a vacina contra a covid-19

24 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Uma semana após o Supremo Tribunal Federal (STF) votar a favor de que seja estabelecida a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19, com a ressalva de que as pessoas não sejam forçadas a se imunizar, a Folha realizou uma rápida pesquisa em Passos. Dos 10 entrevistados, apenas dois não tomariam a vacina, os outros oito devem ser imunizados assim que a vacina chegar aos postos.


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Até o momento, os ministros Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Luiz Fux dizem que vacinação é obrigatória e quem não for vacinado pode sofrer sanções.

Para eles, estados, municípios e União podem impor sanções. Nunes Marques acompanhou a maioria, mas afirmou que só União pode obrigar vacinação, e em última hipótese. Para Nunes Marques, depende de aval da União e só pode ser obrigatório em último caso.

O Plano Nacional de operacionalização da vacina contra a covid-19, elaborado pelo Ministério da Saúde está em andamento e já divide opiniões na cidade. Entre os entrevistados 80% disseram que se sentem seguros e preparados para a vacinação, no entanto algumas pessoas sentem insegurança sobre a vacina e sua composição.

Para não expor os entrevistados vamos usar nomes fictícios. Maria Aparecida, 52 anos, contou ser alérgica a alguns componentes que podem estar presentes na vacina, o que dá certa insegurança à ela. Por outro lado, caso o paciente que tenha alergia a alguma substância o ideal é sempre notificar o profissional que administrará o medicamento.

Às vezes a vacina tem componentes alergênicos, como o ovo, mas em quantidade pequena que não causaria reações alérgicas, é o caso da vacina contra a gripe influenza, mas como tudo ainda está muito nebuloso, não vou ser das primeiras a vacinar”, disse.

A maioria dos entrevistados diz que está acompanhando todas as informações a respeito. Maicon salientou a importância da prevenção.

Prevenção é o único jeito. Respeitar as etapas necessárias dos estudos e as revisões posteriores deve garantir a segurança. Por isso é importante aguardar os resultados consolidados dos experimentos que por sua vez garante a proteção”, afirmou.


Vacinação em filhos

O STF foi unânime contra a autorização para que pais deixem de vacinar os filhos pelo calendário oficial em razão de crenças pessoais. O plenário discute se pais podem deixar de vacinar os filhos com base em “convicções filosóficas, religiosas, morais e existenciais”.

O recurso tem origem em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra os pais de uma criança, atualmente com cinco anos, a fim de obrigá-los a regularizar a vacinação do seu filho. Por serem adeptos da filosofia vegana e contrários a intervenções médicas invasivas, eles deixaram de cumprir o calendário de vacinação determinado pelas autoridades sanitárias.