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Diretor do hospital esclarece sobre leitos para covid-19

Por Beatriz Silva / Redação

26 de janeiro de 2021

Proposta parceria entre a Santa Casa de Passos e os municípios da região para o aumento de dez novos leitos na UTI Covid-19; assunto será discutido na reunião de hoje na Ameg. / Foto: Divulgação

PASSOS — Após a Justiça Federal, por meio do juiz Bruno Augusto Santos Oliveira, determinar, que a União Federal, o Estado de Minas Gerais, o município de Passos e a Santa Casa teriam 72 horas para explicar as razões que motivaram a diminuição nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis a pacientes com covid-19, o diretor administrativo do hospital, Daniel Porto Soares, informa que o decréscimo tem relação direta com a necessidade de redistribuição de leitos para as demais patologias ou enfermidades.


Veja, na tabela abaixo, o número de casos de covid-19 registrados na região 

Segundo ele, no início da pandemia, as incertezas e o pânico relacionados ao novo coronavírus fez com que inúmeras medidas fossem tomadas, entre elas a disponibilização de 52 leitos de UTI. Deste total, 30 foram provenientes da Unidade de Terapia Intensiva Geral, 12 correspondiam aos chamados leitos de retaguarda, seis eram da Unidade Hemodinâmica e quatro da sala de emergência. No entanto, em reunião, ao avaliarem tal distribuição, perceberam que, destinar todos os leitos aos pacientes de covid teria sido uma medida incorreta.

A medida que tomamos no ano passado foi inadequada. Nós focamos totalmente nos pacientes com covid-19, o que faríamos com os pacientes que chegassem na emergência da Santa Casa? Ou então, com aquela pessoa que teve um infarto ou um acidente vascular cerebral hemorrágico? Graças a Deus, naquele momento, não tivemos nenhuma grande demanda de internação, e pudemos cobrir o atendimento a todos”, afirma o diretor.

Ele também disse que, no período, a própria população colaborou para a finalização de uma nova Unidade de Terapia Intensiva, desta vez, com 12 leitos.

A comunidade colaborou com a adição de novos leitos, porém, é importante lembrar que, para a atividade em uma UTI, é necessário um conjunto de equipamentos específicos e diferentes profissionais especializados e que, além dos pacientes infectados por covid-19, continuamos com as mesmas demandas relacionadas a outras doenças”, disse.

Conforme os estudos que foram sendo divulgados ao longo do último ano, bem como as nossas próprias experiências, entendemos como o vírus se comporta, e que existe a necessidade de isolamento de 14 dias para que a contaminação seja evitada, isso exige uma internação individualizada, então o número de leitos em apartamentos no hospital precisou passar por uma adequação”, disse.

Por último, o diretor falou sobre a possibilidade da Justiça Federal determinar que os 52 leitos sejam reabilitados ao atendimento de pacientes infectados pela covid-19.

Este tipo de determinação carrega uma escolha difícil. No momento que um enfartado chegar no hospital, não haverá leitos para ele. Seria necessário escolher quem teria preferência de atendimento. Neste momento, esperamos pela estabilização de infectados pela doença e que, consequentemente, ocorra um declínio da demanda de leitos”, afirma.


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