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Consumo de oxigênio dobra nas santas casas da região

Por Mayara de Carvalho / Redação

26 de janeiro de 2021

O aumento médio no consumo de oxigênio (O²) das santas casas de Passos, Piumhi e São Sebastião do Paraíso, foi de 103%, comparado ao período anterior antes da covid. / Foto: Divulgação

PASSOS – O aumento médio no consumo de oxigênio (O²) das santas casas de Passos, Piumhi e São Sebastião do Paraíso foi de 103% na comparação com o período anterior à pandemia de covid-19. Na Santa Casa de Passos, o consumo era de 26 mil m³ de O² por mês e passou, após a covid, para 31 mil m³, o que representa alta de 20%. Já a Santa Casa de Piumhi registrou crescimento de 228%, passando de 2,1 mil m³ para 6.9 mil m³ por mês. Em Paraíso, o aumento foi de 61,7% e o consumo subiu de 14.1 mil m³ para 22.8 mil m³.


Veja, na tabela abaixo, o número de casos de covid-19 registrados na região 

De acordo com o gerente hospitalar da Santa Casa de Passos, Renato Maia, apesar do maior consumo de oxigênio medicinal, não há receio de desabastecimento.

Usávamos, diariamente, 866,66m³. Atualmente, consumimos 1.003m³ ao dia. No mês de dezembro de 2020, foram 39.196 m³, consumo 65% mais alto se comparado com dezembro de 2019, quando o hospital utilizou 23.728 m³ de oxigênio. As taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de leitos clínicos culminaram no aumento do consumo de O² na unidade. Porém o hospital está preparado. Essa demanda não representa risco ou comprometimento à nossa expectativa de uso”, disse Maia.

Segundo ele, o hospital possui três fontes do O² medicinal.

Nosso oxigênio é entregue pela empresa Air Liquide e é dispensado em um tanque de 10 mil litros, que é monitorado diariamente e reabastecido, conforme necessário. Nossa segunda fonte de oxigênio vem da própria usina com tecnologia de Absorção por Oscilação de Pressão, (PSA) que temos na Santa Casa. Por fim, ainda temos as fontes de emergência. São cilindros portáteis, usados como backup, que ofertam o gás aos pacientes por até 12 horas”, explicou.

A direção da Santa Casa de Piumhi informou que, desde o início da pandemia, o hospital tem se preocupado em manter todos os suprimentos necessários para o enfrentara a covid-19.

Realizamos monitoramento diário, tanto com nossa equipe quanto com a fornecedora do gás. A empresa nos garantiu que não irá faltar abastecimento para Piumhi”, disse Olindaiany Aparecida Nascimento, engenheira química da santa casa do município. “Estamos abastecidos e com o estoque sob controle para que não falte suprimentos para nossa comunidade”, disse a profissional. Segundo ela, a capacidade máxima de estoque de oxigênio no hospital de Piumhi é de 2.660,8m³, que são reabastecidos a cada cinco dias ou conforme necessidade da instituição.

Em Paraíso, a Santa Casa informou que a unidade possui capacidade de estoque de 8.620m³ no tanque. Segundo o hospital, além do tanque, há cilindros de oxigênio para atendimentos emergenciais. De acordo com a Santa Casa, estão sendo usados cerca de 760m³ de oxigênio diariamente e, antes da pandemia, o volume era de 470m³.

Além dos pacientes com covid-19, o oxigênio medicinal também é utilizado no tratamento de doenças pulmonares crônicas, infecções pulmonares, pacientes oncológicos, pacientes paliativos, e outras enfermidades. Cerca de 80% dos pacientes internados recebem oxigênio em algum momento da internação. De acordo com os três hospitais, o oxigênio é adquirido com recursos próprios das instituições.


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