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Com 34,5% de cobertura completa, SRS reforça importância da 2ª dose na região

31 de agosto de 2021

Foto: Agência Brasil

PASSOS – Com cobertura de 78,58% do público adulto com a primeira dose de vacinas contra a covid-19 e 34,57% com a segunda aplicação ou dose única nos 27 municípios de sua jurisdição, registrada até 30 de agosto, a Superintendência Regional de Saúde de Passos (SRS Passos) reforça a importância do esquema vacinal completo da população. Nas últimas semanas, as remessas de vacinas contra a covid-19 têm chegado com quantitativo cada vez maior de doses dois, para garantir a cobertura vacinal das pessoas.

O Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da SRS Passos observa que a imunização só é obtida pelo menos duas semanas após a pessoa receber a segunda dose da vacina, o que iria ajudar também a diminuir as chances da variante delta do novo coronavírus – causador da covid-19 – se alastrar em transmissão comunitária no estado.

“Estamos num momento em que a variante delta foi identificada em transmissão comunitária em Minas Gerais, portanto, estar devidamente imunizado com a segunda dose evitará que a pessoa desenvolva a doença de forma grave e o óbito”, ressalta a coordenadora do Nuvepi/SRS Passos, Márcia Aparecida Silva Viana.

“Como é sabido, a pessoa é considerada imunizada duas semanas após receber a dose dois, daí a importância de se completar o esquema vacinal, para ter uma resposta imunológica capaz de evitar a infecção, caso haja contato com o vírus”, explica.

Segundo Márcia Silva, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) intensificaram o envio de doses dois das vacinas para atender à totalidade dos grupos prioritários; por isso, é fundamental o esforço dos municípios para alcançar a cobertura vacinal de sua população.

“A frequência com que temos recebido remessas de vacina contra a covid-19 aponta para uma aceleração da campanha. Isso é animador no sentido de que poderemos, num curto espaço de tempo, ter 100% da população regional vacinada com duas doses”, disse.

No entanto, o esquema vacinal completo não deve ser considerado o único meio para se prevenir e combater a covid-19, conforme ressalta a coordenadora do Nuvepi.

“A vacinação é apenas uma das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão da doença”, afirma Márcia Silva.

“A utilização de medidas não farmacológicas – uso de máscara, higienização das mãos com álcool gel, distanciamento social – deverão fazer parte do nosso cotidiano, e os gestores deverão manter as medidas pactuadas no Minas Consciente, para mitigação da pandemia”, observou.

A coordenadora do Nuvepi fala também do papel dos serviços de saúde, aos quais compete o desenvolvimento de ações de vigilância em saúde para identificar os indivíduos contaminados, fazer o diagnóstico precoce, a prescrição de isolamento social e o monitoramento de contatos.

“E aos serviços de maior complexidade a intervenção clínica oportuna para evitar casos graves e fatais”, disse.