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Cidades criam centros de atendimento

5 de agosto de 2020

esses centros são locais destinados ao atendimento de pacientes com sintomas gripais e covid. / Foto: Divulgação

PASSOS – Para evitar a sobrecarga das Unidades Básicas de Saúde (UBS) durante a pandemia do novo coronavírus, algumas cidades brasileiras implantaram Centros de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19. Na região, Cássia, Doresópolis, Piumhi, Pratápolis, Guapé e Ibiraci já aderiram ao programa.

Esses centros são locais destinados especificamente ao atendimento de pacientes com sintomas gripais e suspeitos de covid-19. As cidades da região têm centros tipo I, que é a tipificação feita pelo Ministério da Saúde na portaria 1.445 para municípios com até 100 mil habitantes. Os locais contam com um médico geral, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e uma equipe de limpeza, também segundo a determinação da portaria, que instituiu os centros em caráter excepcional e temporário, e credencia os municípios para recebimento de recursos para o funcionamento do espaço.

Apesar de já estarem ativos devido à iniciativa das gestões municipais, essas cidades ainda não receberam o recurso. No entanto, as respectivas secretarias de Saúde confirmaram que já aderiram à portaria e estão aguardando o resultado da análise.

Com isso (o centro), as unidades de saúde, PSFs (Programas Saúde da Família) têm seus atendimentos assegurados em quase total normalidade, fazendo com que as pessoas possam vir cuidar da saúde, como hipertensos, diabéticos, além de consultas de pré-natal, realização de preventivos e outros. Possuir um espaço específico para abordar os casos associados ao coronavírus representa para nós um empenho de estabelecer um sistema de saúde completo, resolutivo e extremamente humano”, destacou a secretária de saúde de Doresópolis, Rosangela Aparecida Terra e Guerra.

A cidade de São João Batista do Glória também já articulou a implantação de um centro, mas devido à dificuldade em contratar um médico geral, o espaço não está em funcionamento. Segundo a secretária de Saúde do município, Weylane Nogueira da Silva, o valor bruto oferecido ao profissional é de R$ 11 mil.

O centro ainda não foi implantado, fiz a solicitação do credenciamento no Egestor, e o centro só entrará em funcionamento assim que os profissionais estiverem cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A nossa intenção é colocar para funcionar no ambulatório, que fica junto com o Hospital Municipal Dona Chiquita. Ainda não conseguimos cadastrar os profissionais pela dificuldade de contratar médico”, pontuou a secretária.

A administração de Itaú de Minas também encontrou dificuldades para contratar um médico para seu centro, mas após 20 dias, conforme explica a secretária de Saúde, Alessandra Fonseca, o problema foi resolvido e o local deve ser inaugurado nas próximas semanas. Ela também afirma que solicitou adesão à portaria do governo federal.

Os municípios de Fortaleza de Minas, São Tomás de Aquino e Vargem Bonita confirmaram que estão estudando a implantação desses centros para atendimento a síndromes gripais. Capetinga e Claraval já solicitaram o credenciamento junto ao Ministério da Saúde, mas também aguardam o resultado da análise.