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Casos prováveis de dengue aumentam 85,26% em um mês

Por Talita Souza / Redação

5 de março de 2021

Na região não há óbitos em decorrência da dengue em 2021. / Foto: Divulgação

PASSOS – O número de casos prováveis de dengue na região aumentou 85,26% em um mês e 4,14% em uma semana, segundo dados do boletim epidemiológico dos casos de dengue, chikungunya e zika divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). De acordo com o último documento, divulgado na quarta-feira, 3, a região está com 176 registros.


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Piumhi é o município com mais notificações da doença, com 54 casos prováveis. Em segundo lugar no ranking está Passos, com 41 notificações, seguido por São Sebastião do Paraíso, que aparece no boletim com 39 notificações. Capitólio (18) é o quarto município da região com mais casos prováveis de dengue.

Capetinga aparece no boletim com cinco registros de dengue. São José da Barra e Itaú de Minas estão cada um com quatro notificações da doença. Alpinópolis e Doresópolis estão com três casos prováveis cada. Guapé e São João Batista do Glória estão cada um com dois casos prováveis. Jacuí (1) é o município com menos casos prováveis da doença. Os demais municípios da região não apresentaram nenhuma notificação de dengue no último boletim.

Em comparação com o boletim divulgado no dia 24 de fevereiro, a região apresentou sete novos casos prováveis de dengue. Alpinópolis, Capetinga, Doresópolis, Itaú de Minas, Jacuí, Piumhi e São João Batista do Glória mantiveram o número de casos prováveis. Passos teve três novos casos prováveis. Capitólio e Guapé tiveram cada um dois novos casos prováveis. São José da Barra teve um novo caso provável. São Sebastião do Paraíso apareceu no novo boletim com um caso provável a menos.

Em contrapartida, comparado ao boletim divulgado no dia 3 de fevereiro, a região teve um aumento de 81 novos casos prováveis de dengue em um mês. Passos teve 38 novos casos prováveis da doença em um mês, sendo o município com mais notificações nesse período.

O estado de Minas Gerais, de acordo com o último boletim da SES-MG, registrou, até o momento, 7.790 casos prováveis de dengue, 2.338 casos confirmados, um óbito confirmado e tem três óbitos em investigação. Minas Gerais tem 1.462 casos prováveis e 719 casos confirmados de chikungunya e 61 casos prováveis e quatro confirmados de zika vírus.


LIRAa cai de 5% para 2% entre os meses de janeiro e março em Passos

PASSOS – O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de março mostra que 2% dos 2.622 imóveis pesquisados em Passos pela equipe do Núcleo de Controle de Zoonoses (NCZ) apresentaram focos do mosquito transmissor de doenças como a dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. No mês de janeiro, o índice estava em 5%, o que representa alto risco de epidemia.

Segundo o diretor de Saúde Coletiva da prefeitura, Thiago Agnelo, diante do alerta, foram realizados mutirões na cidade.

A preocupação foi muito grande. Então tivemos uma reunião junto ao prefeito de Passos e o secretário da pasta, na época, Arlindo Nascimento, que deixou as portas abertas para que pudéssemos fazer o que fosse necessário”, disse.

Resolvemos, em conjunto com a Secretaria de Obras e com o Departamento de Limpeza Urbana, fazer mutirões para o combate ao mosquito e também para fazer a retirada de materiais inservíveis que possam acumular água”,afirmou o diretor. De acordo com ele, o NCZ foi reestruturado.

Remanejamos todos os trabalhos e aplicamos outras técnicas, tais como; a retirada de materiais, limpeza e remoção de tudo que pudesse acumular água, para que alcançássemos êxito, pelo menos, momentaneamente”, disse.

Mesmo com a queda, Agnelo aponta que ainda é preciso melhorar o combate ao mosquito.

Diminuímos de 5% para 2%, mas acredito que temos que melhorar muito, temos que continuar a luta. Nesse momento, está chovendo muito, fazendo muito calor. A infestação é alta. O município é infestado. Temos que nos preocupar. Temos que continuar o combate com os mutirões em toda a cidade”, disse.

Segundo ele, nos mutirões, dois tipos de larvicidas e inseticidas são aplicados para auxiliar nos que já são oferecidos pelo Ministério da Saúde para o combate.

As pessoas podem retirar todo o material inservível de dentro da casa, do quintal, tudo que possa acumular água. Pratinhos de vaso de plantas, olhar atrás da geladeira, que é um local que também pode acumular água. Além de olhar a calha da casa, ver se a caixa d’água está bem tampada e vedada. A população tem que estar atenta” afirma.

Segundo Agnelto, 26 casos prováveis de dengue foram notificados desde janeiro, mas nenhum foi confirmado.

Ainda não chegaram os resultados dos exames laboratoriais que foram feitos, então são todos casos suspeitos. Sabemos que dengue é preocupante, pode levar a óbito, assim como o zika e chikungunya”, disse.

Vencemos uma batalha nesse início de ano. Sabemos que até o período do inverno podemos ter incidência da dengue e temos que continuar com as limpezas, remoções e contamos com ajuda de toda população”, disse. Segundo o diretor, as ações são realizadas de acordo com os protocolos sanitários para evitar a proliferação do novo coronavírus.