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Casa de idosos de Piumhi registra 50 casos de covid-19

Por Laura Oliveira Hostalácio Folha com Onda Oeste FM

17 de agosto de 2020

No local foram registrados 36 casos positivos em internos e 14 em funcionários. / Foto: Divulgação

PIUMHI – Até a última sexta-feira, 14, oito pessoas já morreram vítimas da covid-19 em Piumhi. Desse total, três eram idosos que moravam na Casa dos Velhinhos Grijalva Alves Terra. Somente no local, foram registrados 36 casos positivos em internos e 14 em funcionários.

No entanto, a presidente da instituição, Wilma Costa Cruz Araújo, afirma que os pacientes do asilo estão em situação estável. “Todos estão passando pelo período de espera sem problema algum, sem manifestar qualquer sintoma. Então, estamos acalmando a todos, viemos dizer que está tudo bem”, frisou. Ela também explica que foi feita uma separação entre os assistidos no local, visto que cinco deles testaram negativo para o vírus.

Segundo o enfermeiro Ricardo Oliveira, todos os idosos têm sido monitorados duas vezes ao dia, tanto os positivados quanto os que testaram negativo. O monitoramento é feito por uma equipe disponibilizada pela Secretaria de Saúde do município, uma vez que a Casa dos Velhinhos trabalha com uma quantidade mínima de funcionários. Oliveira ressalta que todos os familiares dos moradores do asilo estão cientes da situação.

Ao menor sintoma suspeito de instabilidade, esses assistidos são conduzidos ao hospital, onde são submetidos a exames, a triagem e, se for o caso, a hospitalização”, ressaltou o médico voluntário do local, Luís Augusto Rodrigues. De acordo com ele, o período de quarentena dos assistidos será finalizado neste final de semana.

Desde março, o local está fechado para visitas e, mesmo assim, houve registro de casos. Todos os assistidos e funcionários foram submetidos a realização de exames em junho e os resultados foram negativos. No entanto, após a internação de um dos idosos, mais testes foram realizados, confirmando que a maioria dos moradores da casa estava infectada. A hipótese, portanto, é de que a doença tenha sido trazida de forma não intencional pelos próprios funcionários.

Acontece que nós temos os funcionários, que têm as suas vidas, têm que ir embora para casa, não tem como controlar isso”, ressaltou a presidente Wilma.

Foi algum funcionário que, sem saber, trouxe. Mas isso não quer dizer que ele seja culpado, porque não tem como controlar a vida deles lá fora. Mesmo tomando todos os cuidados aqui, eles tomaram também, infelizmente não teve como impedir”. A maioria dos trabalhadores da entidade, no entanto, já terminou o isolamento e retornou ao serviço.