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Após 7 anos, hospital de Delfinópolis realiza transfusão de sangue

15 de agosto de 2020

O baixo estoque de sangue da fundação atinge os tipos ‘o’ positivo, ‘o’ negativo e ‘a’ positivo. / Foto: Divulgação (Agência Brasil)

DELFINÓPOLIS – O Hospital Municipal Elpídio Rodrigues Pinto, de Delfinópolis, realizou nesta semana sua primeira transfusão de sangue, após ficar sete anos sem o alvará necessário para o procedimento. A autorização foi concedida em maio e a primeira paciente, uma mulher de 83 anos que reside no município, necessitou de plasma devido a um quadro de anemia.

De acordo com o diretor clínico do hospital, Ciro Silva Souza, a reativação do serviço é importante para a população, visto que a necessidade do acesso à balsa dificulta a transferência dos pacientes para outras instituições de saúde.

Este momento representa uma grande vitória para toda a nossa comunidade e me sinto muito honrado por ser parte dessa história. Vencemos mais uma dificuldade e todos nós estamos trabalhando muito para que isso seja cada vez melhor”, disse.

O médico ressalta a necessidade de seguir as regulamentações de segurança para que a transfusão de sangue se realize de forma segura.

Sabemos que não é simplesmente chegar e fazer, existem muitos fatores envolvidos nisso. É essencial que os protocolos sejam seguidos, com provas laboratoriais e muitos cuidados para com o paciente. Vamos continuar empenhados para que o hospital conquiste sempre o melhor”, afirmou o médico.

Antes da liberação do alvará, as pessoas que precisavam receber transfusões eram encaminhadas para municípios vizinhos, sendo que os mais procurados eram Passos e Cássia. Mesmo com o documento de autorização, as bolsas de sangue utilizadas nos procedimentos ficam estocadas na sede do Hemominas, que é responsável por encaminhá-las, sempre que necessário.