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Zema pede desculpa a artista preso injustamente por cerca de 18 anos

24 de junho de 2021

Eugênio Fiúza, que ficou preso injustamente por 18 anos, é recebido por Romeu Zema :/ Divulgação

BELO HORIZONTE – O artista plástico Eugênio Fiúza Queiroz, que ficou preso injustamente por quase 18 anos após ser confundido com o “maníaco do Anchieta”, autor de crimes de estupro em Belo Horizonte na década de 90, foi recebido em um almoço pelo governador de Minas, Romeu Zema. Em nome do Estado, Zema pediu desculpas pessoalmente ao artista pela condenação e garantiu que o Governo de Minas não irá recorrer da decisão judicial que estipulou indenização pelo erro.

“Fiz questão de conhecer e pedir desculpas pessoalmente pelos erros que o Estado de Minas Gerais cometeu e que acabaram afetando a vida dele profundamente. Não há valor ou nada que pague estes anos que ele perdeu dentro de um presídio. É muito lamentável, foram vários erros, tanto do Poder Executivo quanto do Poder Judiciário, que acabaram desaguando nesta condenação dele”, afirmou o governador.

O artista foi preso em 1995 após ser apontado por testemunhas como autor de estupros contra mulheres em Belo Horizonte. Ele foi condenado a 37 anos de prisão, mas a sua história só foi esclarecida em 2012, quando Pedro Meyer Ferreira Guimarães, o verdadeiro autor dos crimes, foi reconhecido por uma vítima. Eugênio Fiúza foi libertado da prisão em 2014.

“Eu volto a acreditar na política mineira e brasileira. (Hoje) é um bom dia, que o Estado está tomando consciência de que foi errado, omisso”, afirmou o artista plástico após o encontro com o governador.

Condenação

Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve condenação do Estado e estabeleceu em R$2 milhões o valor da indenização por danos morais. A Justiça já havia condenado em primeira instância o Executivo estadual. Segundo a Advocacia-Geral do Estado de Minas (AGE-MG), desde 2016 o artista recebe pensão mensal no valor de cinco salários-mínimos. A pensão vitalícia foi mantida por unanimidade no último julgamento do TJMG.