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Trabalhadores da Segurança reivindicam pagamento de reajuste salarial

Por Ézio Santos/ Especial

10 de julho de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – Trabalhadores que atuam na Segurança Pública em Minas se reuniram na manhã desta sexta-feira, dia 9, na sede do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, em Belo Horizonte, para reivindicar do governo do Estado o pagamento da segunda parcela da recomposição salarial da categoria que consta em Projeto de Lei (PL) de 2019. O sargento da reserva da Polícia Militar Osmar Divino Soares esteve na reunião como representante das regiões Sul e Sudoeste.

Em fevereiro do ano passado, Zema enviou para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais o PL que reajusta os salários das forças de segurança. Com isso, o governador cumpriu o acordo fechado em 2019 com a categoria. O texto estabelecia o reajuste de 13% a partir de 1º de julho deste ano, 12% em setembro de 2021 e 12% no mesmo mês de 2022 para as carreiras de policiais civis, militares, bombeiro militar, agentes penitenciários, de segurança socioeducativo e também cargos administrativos das polícias Civil e Militar.

Depois de ser votado na Assembleia Legislativa, em nota divulgada dia 11 de março de 2020, Zema decidiu sancionar parcialmente o projeto, diminuindo de 41%, o reajuste escalonado, para 13%.

Nosso principal objetivo foi avisar ao governador que se ele não cumprir o acordo de reajuste salarial escalonado em três vezes, a segunda parcela de 12% vence dia 8 de setembro próximo, ele será considerado caloteiro. Inclusive, o lema da nossa hashtag para pressionar Zema é sem recomposição não haverá reeleição. Esperamos que Zema cumpra o PL original enquanto há tempo”, afirma Osmar, que reside em Passos.

Em março de 2020, o governo mineiro anunciou que atendeu diversas manifestações das forças de Segurança Pública tais como o fim do parcelamento dos salários, a partir de janeiro de 2020, com pagamento até o sétimo dia útil, o pagamento do 13º salário de 2018 até julho de 2019, o pagamento do 13º salário de 2019 em três parcelas, o pagamento integral do abono fardamento aos policiais militares, a realização do curso de formação de 1.902 soldados e 540 bombeiros militares, a nomeação de 800 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores, a manutenção dos concursos internos nas instituições, possibilitando a ascensão nas carreiras e a normalização do repasse mensal ao IPSM, reestabelecendo a rede credenciada com novos convênios.