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Região tem oito registros de estupro de vulnerável em 2020

Por Beatriz Silva / Redação

20 de agosto de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Entre janeiro e julho deste ano, foram registrados oito casos de estupro de vulnerável na região. Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o número supera as sete ocorrências notificadas durante os doze meses de 2019. O estudo da Sejusp-MG aponta ainda que, durante os últimos três anos, 29 estupros de vulnerável foram consumados na região. São Tomás de Aquino, com 14 ocorrências, é o município com o maior número de casos registrados, seguido por Piumhi (3) e São Sebastião do Paraíso (2).

Em 2018, houve 14 abusos sexuais consumados – os crimes ocorreram em Piumhi (2), Delfinópolis (1), Itaú de Minas (1), Jacuí (1), São João Batista do Glória (1), São José da Barra (1) e São Tomás de Aquino (7). Quanto às ocorrências de 2020, quatro foram em São Tomás de Aquino, uma em São Sebastião do Paraíso, uma em São Roque de Minas, uma em Passos e uma em Monte Santo de Minas.

Em Passos, o promotor da Vara da Infância e da Juventude, Eder da Silva Capute, diz ter identificado aumento nos registros desde o fim do ano passado:

Alguns falam sobre o aumento por questões relacionadas à pandemia, já que as pessoas estão mais em casa, porém eu não acredito em um aumento significativo por este motivo. A alta tem sido vista desde o fim de 2019, então, na verdade, o que pode estar acontecendo é o aumento das denúncias, fazendo com que, consequentemente, mais casos sejam registrados”.

Em relação aos números dos últimos anos, o promotor reforçou que qualquer resultado é preocupante.

Se houvesse um ou dois registros também seria um fato complicado, pois entendo que este tipo de situação causa muita preocupação e não deveria existir, ainda mais porque sabemos que, na maioria dos casos, os abusadores são entes da família da própria vítima”, pontuou.

Por último, Capute lembrou que é necessário acionar o Conselho Tutelar, a Delegacia de Polícia ou o Ministério Público sempre que um cidadão tomar conhecimento a respeito de uma nova ocorrência.

A situação será encaminhada à delegacia, e o delegado dará início às investigações. Paralelamente, haverá a atuação do Conselho Tutelar, oferecendo o apoio necessário à vítima, ainda, se for preciso, pode-se tomar uma medida de cunho protetivo à criança ou ao adolescente, assim, o Ministério Público ajuíza uma ação junto à Vara da Infância e Juventude para tal”, finalizou.