Destaques Polícia

Procon de Passos orienta cuidados para evitar golpes do boleto

6 de julho de 2022

Foto: Reprodução.

PASSOS – Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entre 2020 e 2021, a prática de golpes do boleto cresceu 45% no país, sendo que os boletos ainda correspondem ao método mais utilizado no Brasil, representando 75% dos pagamentos. O órgão Proteção de Defesa do Consumidor (Procon) de Passos, apesar de declarar que há poucas ocorrências no município, com apenas cerca de cinco a sete casos neste ano, orienta maneiras de não cair nos golpes e, se cair, como prosseguir com o caso.

Conforme um noticiário de Belo Horizonte, golpes do boleto falso cresceram 45% no país entre 2020 e 2021. O crime consiste no envio para a vítima de uma fatura adulterada e quase idêntica à verdadeira. A semelhança entre os documentos têm confundido até os consumidores mais atentos, o que faz com que os fraudadores tenham êxito na aplicação do golpe. Criminosos estão usando o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) das vítimas para identificar dívidas e oferecer falsas negociações.

A advogada de Direito do Consumidor e coordenadora do Procon de Passos, Gabriela Marques Lemos, informa que esse tipo de golpe em Passos não é muito comum e não consta uma demanda grande no Procon. Segundo ela, nesse ano de 2022, se foram atendidas de cinco a sete demandas do tipo, já foram muitas.

As demandas que mais chegam para a gente diz respeito a compras que foram realizadas em redes sociais, que geram boletos para as pessoas pagarem e, infelizmente, quando elas pagam, não conseguem mais achar a compra, para quem pagou, fica sem contato com a loja ou até mesmo o site sai do ar”, declarou.

Gabriela também contou que há demandas relacionadas a golpes de boletos quanto a negociações de dívidas. Ela explica que, nesses casos, empresas terceirizadas entram em contato com os consumidores para que consigam quitar suas dívidas, geram um boleto, mas que na verdade se trata de um documento falso, um golpe, então a pessoa paga achando que vai ser benéfico e fica ainda mais no prejuízo.

Diante dessas situações, por serem golpes, a gente orienta os consumidores a irem à polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) e, posteriormente, pegar toda a documentação para dar entrada no Juizado Especial Criminal. Esse passo serve para que o caso entre nas estatísticas e seja investigado conforme deve ser feito”, orientou a coordenadora do Procon.

De acordo com ela, quando algum consumidor chega no Procon com esse tipo de demanda, é pedido para, quando a empresa enviar o boleto, a pessoa verifique se o logo é compatível com o do estabelecimento da compra e se não há nenhuma diferença. Além disso, Gabriela também orienta a verificar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) na internet para ver se o Cadastro é de fato da empresa ou da instituição que entrou em contato e confirmar o destinatário no momento do pagamento da compra para não surgir nenhum nome aleatório durante a movimentação de contas.

Em caso de qualquer dúvida ou algum questionamento, também é possível vir até o Procon. Tem muitas pessoas que inclusive ligam para cá durante uma compra. A gente auxilia a olhar todas essas questões, até mesmo para dar mais segurança. Às vezes a gente até mesmo liga na empresa para verificar se está tudo de acordo para a transação e se, de fato, o que foi passado para o consumidor é o certo”, finalizou a coordenadora.