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Presos e adolescentes privados de liberdade fazem Encceja em Minas

15 de outubro de 2021

Foto: Divulgação.

BELO HORIZONTE – Segundo informações do governo estadual, 9.747 presos e 182 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no estado tentam obter o certificado do ensino fundamental e médio em Minas. De acordo com o governo do estado, nos dias 13 e 14 deste mês, um grupo fez o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL). Ao todo, 178 unidades prisionais e 21 unidades socioeducativas estão envolvidas na ação.

Na última quarta-feira, o exame foi para a certificação de ensino fundamental e, nesta quinta, para o ensino médio. A avaliação é uma realização do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), gratuita e de participação voluntária. São quatro provas objetivas com 30 questões cada e uma redação, de acordo com o nível de ensino de cada candidato.

A Penitenciária de Contagem I (Penitenciária Nelson Hungria) foi a que teve o maior número de inscritos. Lá, 546 detentos participam das provas.

“Entendemos que a educação é um grande mecanismo para a ressocialização dos internos, justamente por isso apoiamos o retorno  aos estudos com dedicação, zelo, carinho e com esperança de trazer um mecanismo de mudança de vida para eles. O estudo é uma força que pode levar a um futuro melhor, diferente e longe da criminalidade”, disse o diretor de Atendimento do local, Ury Ribeiro.

Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, 101 detentos participam da certificação para o ensino fundamental e outros 51 para o ensino médio.

“A Penitenciária de Uberaba possui a ressocialização como um dos pilares na custódia dos indivíduos privados de liberdade e acreditamos que a educação irá contribuir para o seu retorno à sociedade, além de ser uma conquista pessoal”, enfatiza o diretor da unidade, Josiley Henrique da Silva.

De acordo com o governo estadual, são 5.702 estudantes estão matriculados em 122 escolas instaladas dentro das unidades prisionais mineiras.

“A educação tem o poder de transformar a sociedade, tornando o cidadão mais crítico e consciente da sua própria história. É um processo em constante desenvolvimento, que envolve o conhecer, o fazer, o conviver e o ser”, enfatiza a diretora de Ensino e Profissionalização do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Regina Duarte.

A aplicação das provas é realizada pelos chefes de sala e coordenada pelo responsável pedagógico de cada unidade prisional e socioeducativa. Também é o responsável pedagógico quem faz o levantamento junto à equipe de segurança sobre a demanda para a realização da prova, após manifestação dos interessados.

“A educação é capaz de transformar vidas, gerando o conhecimento, abrindo novas oportunidades e, também, a possibilidade de inserção no mercado de trabalho. E por meio do Encceja os indivíduos privados de liberdade têm a possibilidade de concluir os ensinos fundamental e médio e retornar ao convívio social com novas perspectivas”, afirma o diretor-regional de Polícia Penal da 16ª Região Integrada de Segurança Pública, Paulo Henrique Pereira.