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Presídio de Piumhi registra 16 casos de covid: Passos e Paraíso seguem zerados

16 de março de 2021

Foto: Agência Brasil

PASSOS – Em reunião da tarde desta segunda-feira, 15, a Secretaria Municipal de Piumhi informou que 14 detentos e dois funcionários do Presídio de Piumhi foram confirmados com a covid-19. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), informou que conforme o levantamento até às 10h desta segunda-feira havia apenas um caso registrado e que não há detentos confirmados para a doença nos Presídios de Passos e de São Sebastião do Paraíso.

Foto: Divulgação

A Secretária Rosângela Terra, contou que os funcionários estão isolados e os detentos também. Na semana passada surgiu o primeiro caso.

Primeiramente, na semana passada foi registrado o caso de um profissional que ficou isolado e o resultado foi positivo. Após este caso, tivemos outros casos positivos de detentos. Imediatamente comunicamos o juiz Cesar Rodrigo Iotti e fizemos o protocolo de desinfecção das celas que estavam com os detentos, isolamos os detentos que estavam em celas separadas, foram monitorados durante todo o tempo com oximetria e medicados com o nosso protocolo de todos os Programas de Saúde da Família (PSFs) que é ivermectina, azitromicina e o polivitamínico. Após este monitoramento, hoje tivemos mais 14 casos sintomáticos, detentos que passaram por exames, estão isolados e agora estamos fazendo a desinfecção de todas as celas”, explicou Rosângela.

A Secretária disse ainda que, caso tenha necessidade, os detentos serão encaminhados para as Santas Casas para atendimento.

Esclarecemos que o banho de sol terá redução e escalonamento para evitar aglomeração. No início da gestão disponibilizamos um médico para ir ao presídio, uma enfermeira também e um técnico de enfermagem além de um dentista e auxiliar de dentista”, disse, acrescentando que a respeito do protocolo de medicação ainda é um procedimento ainda não comprovado cientificamente.

Conforme explicou o juiz César Rodrigo Iotti, as visitas estão suspensas e também está havendo uma readequação das visitas até mesmo dos advogados. “Pedimos um pouco de paciência por ser uma grande logística no presídio. Então vamos reagendar alguns atendimentos”, assegurou.

Para a Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), confirmou apenas um caso e informou também não haver casos confirmados para a covid-19 entre os adolescentes e jovens em medida de internação no Centro Socioeducativo de Passos. Sobre o dado do total de presos liberados pela Portaria 19, durante a pandemia de coronavírus, está ainda em compilação.

A secretaria passou as principais ações que estão sendo realizadas para prevenir e controlar a disseminação do coronavírus nas unidades prisionais de Minas Gerais, inclusive nos presídios de Passos, São Sebastião do Paraíso e Piumhi.

Foi adotado um modelo pioneiro no país de circulação restrita de detentos no período de pandemia, classificado como referência pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para evitar a contaminação por novos presos, foram criadas 30 unidades de referência, distribuídas em todo o território mineiro, que funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos custodiados do sistema prisional”, informou a assessoria.

Todas as pessoas presas em Minas Gerais estão sendo encaminhadas para uma unidade específica em cada região e ficam, pelo menos, 15 dias, em quarentena e observação, evitando possível contágio caso fossem encaminhadas de imediato para outras unidades. Após a observação e atestada a sua saúde, são encaminhadas para as demais unidades prisionais do Estado.


Visitas

Em setembro de 2020, o Depen-MG iniciou a retomada gradual das visitas presenciais no sistema prisional, de acordo com as ondas do Minas Consciente de cada macrorregião. A lista de unidades em cada onda é atualizada semanalmente no site da Sejusp, às quintas-feiras.

As unidades prisionais seguem os protocolos previstos para a onda da macrorregião na qual estão localizadas, exceto aquelas que são classificadas como portas de entrada. Os familiares também podem ter contato com seus parentes de outras três formas: por meio de cartas (ação prevista para todas as unidades e com média de 35 mil recebimentos por semana), ligações telefônicas (cujo número é diferente em cada unidade e deve ser fornecido pelo presídio ou penitenciária; a média semanal é de 15 mil ligações realizadas) ou videoconferências nas unidades em que essa tecnologia já está disponível. Mais de 90% das unidades prisionais realizam visitas familiares por videoconferência. Esta modalidade continuará acontecendo mesmo diante da retomada das visitas.

No caso de presos que já se encontram no sistema prisional, se apresentarem sintomas da covid-19, o protocolo é o isolamento imediato, realização de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da Saúde. Em todas as unidades em que há presos com covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma preventiva.

É imprescindíveis para a segurança das unidades, os profissionais estão com as escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação desses servidores intra e extramuros. Foram instalados equipamentos para a realização de videoconferências judiciais em todas as unidades prisionais que estão, aos poucos, se adaptando para uso dessa ferramenta. Com isso, evita-se o deslocamento da maioria dos presos para o ambiente extramuros e diminui-se o risco de contágio pelo coronavírus”, complementou a assessoria.

Já foram realizadas mais de 16 mil videoconferências judiciais neste período de pandemia – uma parceria com o Poder Judiciário que deve se estender no período pós pandemia por resultar em ganhos positivos para todos os atores envolvidos. As áreas estruturais como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias, guaritas e, também, veículos estão passando por higienização reforçada, semanal, durante a pandemia.

O sistema prisional está produzindo máscaras para uso nas próprias unidades e segurança de todos. No interior das unidades prisionais já foram produzidas 4,5 milhões de máscaras por custodiados. Todos os servidores são obrigados a circular no interior das unidades de EPIs e, a eles, este material é fornecido sistematicamente. Os presos também utilizam máscaras quando estão com algum sintoma suspeito ou quando pertencem a alas ou pavilhões onde outro detento foi testado positivo para a doença.