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Presídio de Paraíso voltará a receber visitas no fim de semana

29 de setembro de 2020

Foto: Agência Brasil

S. S. PARAÍSO – Os detentos do presídio de São Sebastião do Paraíso voltarão a receber visitas a partir do próximo fim de semana. A entrada de familiares e pessoas próximas aos presidiários foi suspensa, em março, em razão da pandemia do novo coronavírus. De acordo com a direção da unidade, as visitas serão retomadas nos dias 3 e 4 de outubro. Na semana passada, foi publicada uma portaria no Diário Oficial do Estado permitindo a liberação conforme as recomendações do programa Minas Consciente, que separa as macrorregiões do estado em ondas verde, amarela e vermelha, indicando a situação da covid-19 em cada uma.

Como São Sebastião do Paraíso encontra-se na onda amarela, as visitas serão liberadas para pessoas que morem em macrorregiões de Minas Gerais classificadas como amarela ou verde. Segundo a Secretaria de Segurança e Justiça de Minas Gerais (Sejusp), diversas medidas de proteção serão tomadas para evitar o contágio da doença. Os visitantes deverão usar máscaras e não terão contato físico com os detentos – os encontros serão realizados no parlatório da unidade, onde é possível respeitar o distanciamento mínimo de dois metros. Será permitida a entrada de apenas um familiar por detento, e as visitas terão tempo máximo de 20 minutos. Cada preso poderá receber um visitante a cada 30 dias.

Ainda conforme a Sejusp, alguns protocolos serão observados antes da realização das visitas. O familiar do detento não poderá ter idade superior a 60 anos e, ao chegar à unidade prisional, não poderá apresentar temperatura corporal acima dos 37 graus. Também estão proibidas as aglomerações em frente à unidade prisional paraisense e a entrega de alimentos, remédios, peças de vestuário, produtos de higiene ou limpeza e demais utensílios aos detentos.
As regras para evitar um novo surto da covid-19 também servem para os advogados dos presidiários. Eles, no entanto, podem permanecer com seus clientes no interior da unidade por até uma hora. Visitas íntimas, cursos educacionais ou profissionalizantes e assistência religiosa continuam proibidos pelo Estado.