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Polícia conclui inquérito sobre morte de criança

30 de dezembro de 2020

O delegado Otávio Luiz de Carvalho explica que a mulher fugiu ao ter conhecimento do ocorrido, não retornando ao local do crime. / Foto: Divulgação

BETIM – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou uma mulher de 29 anos por homicídio culposo, omissão de cautela na guarda de arma e posse ilegal de arma de fogo. Ela é tia de duas crianças que brincavam com um revólver calibre 38 e uma pistola .40, em uma residência no bairro Recreio dos Caiçaras em Betim. Uma das crianças, de 9 anos, morreu na ocasião.

O crime ocorreu no dia 19 de novembro deste ano, quando dois primos – a criança que foi morta e outra, de 10 anos – brincavam com um revólver calibre 38 e uma pistola .40, ambas com numeração raspada. As armas foram encontradas dentro de um sofá, na residência da tia deles, a mulher indiciada.

De acordo com as investigações, as crianças haviam brincado com as armas de fogo no dia anterior, enquanto a tia estava dormindo. Na data dos fatos, a mulher saiu de casa e deixou os meninos com uma adolescente de 16 anos, que estava tomando banho no momento em que a criança, de 10, efetuou um disparo, atingindo as costas do garoto de 9 anos.

O delegado Otávio Luiz de Carvalho explica que a mulher fugiu ao ter conhecimento do ocorrido, não retornando ao local do crime.

Somente 30 dias depois é que conseguimos intimá-la. Ela ficou um tempo desaparecida”, comenta. Segundo a investigada, ela não sabia das armas no local, que pertenciam ao ex-companheiro dela, assassinado em abril deste ano e que possuía envolvimento em crimes de tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Entretanto, o delegado informa que as investigações da PCMG apontam que ela tinha conhecimento das armas. “O sofá ficava no centro da casa, ali na sala, e essas armas estavam na frente do sofá, na parte de baixo. Era só levantar um pano, que as crianças tinham acesso às armas”, detalha.

A mulher foi indiciada por três crimes, e o menino de 10 anos não responde pelo ocorrido. “A criança que efetuou o disparo não responde por não ter completado ainda 12 anos, ela não está submetida ao Estatuto da Criança e do Adolescente”, explica o delegado.