Destaques Polícia

Polícia Civil usa banco genético em investigações em Minas

16 de setembro de 2020

Foto: Divulgação (Site EBC)

BELO HORIZONTE – O Banco de Perfis Genéticos tem sido peça-chave nas investigações da Polícia Civil de Minas Gerais. Exemplo recente vem da solução para o desaparecimento de Sebastião Martins da Costa, que teve o conjunto de ossos encontrados no município de Santa Luzia, em 2008. A ferramenta científica, de alcance nacional, foi usada na identificação já que o perfil genético do desaparecido mostrou-se compatível com o dos irmãos, que se encontravam inseridos no banco. A Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) recebeu a família para informar oficialmente sobre a identificação.

Foi um alívio saber o que aconteceu com o meu irmão. Tenho muito a agradecer à Polícia Civil pelo desempenho nesse caso”, declarou Maria da Conceição Martins, irmã de Sebastião.

O delegado Lucas Coutinho explica que, em caso de pessoa desaparecida não localizada, são encaminhados ao Instituto de Criminalística dados de familiares ou materiais de uso pessoal do desaparecido para que o respectivo DNA possa ser coletado. O material é armazenado no banco de perfis genéticos. O objetivo é incluir nesse banco o perfil genético de todas as ossadas/fragmentos corpóreos não identificados. A partir da inserção, há um cruzamento automático com o perfil de familiares de pessoas desaparecidas.

Com essa identificação, há a possibilidade de retomar as apurações do eventual crime que o desaparecido foi vítima”, informa Coutinho.