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Polícia Civil indicia bando que se passava por policiais para roubar

13 de julho de 2021

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou quatro homens, com idades entre 24 e 35 anos, pelos crimes de roubo e associação criminosa. Eles são suspeitos de se passarem por policiais civis para cometer assaltos e foram presos. De acordo com informações da PCMG, o grupo teria envolvimento em pelo menos dez casos, entre eles, no distrito de Ravena, pertencente a Sabará (Região Metropolitana), Ponte Nova e Acaiaca, na Zona da Mata, além de Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo, Congonhas, Itabira e Mariana, na região Central.

De acordo com a delegada Larissa Nunes Mayerhofer Lima, titular da 1ª Delegacia em Sabará, as investigações começaram a partir de um roubo no distrito de Ravena, ocorrido em 1º de maio. No mesmo mês, dia 23, houve outro registro similar na localidade.

Os suspeitos atuam da seguinte forma: eles chegam à residência, aos finais de semana, se apresentam como policiais civis, usando camisa com o escrito ‘Polícia Civil’ – mas não é a nossa vestimenta oficial – e falam que ali se encontra um foragido da Justiça, para ludibriar as vítimas e assim conseguirem ter acesso ao interior do imóvel”, afirma.

Uma vez dentro das propriedades, geralmente em área rural, os suspeitos anunciavam o roubo.

Em Sabará, por exemplo, eles amarraram as vítimas com fios elétricos e presilhas, apontando armas, exigiram que elas fornecessem cartões bancários e senhas e conseguiram fazer transferências bancárias. Ameaçaram de sequestrar crianças, filhas dos moradores, dizendo que as colocariam dentro do carro e as deixariam na estrada. Levaram, ainda, aparelho de televisão e celulares”, conta a delegada. Ela acrescenta que os prejuízos às vítimas são estimados em R$ 120 mil.

Segundo a delegada, a equipe de investigação de Sabará se dirigiu a outras cidades, como Ponte Nova, e obteve, com apoio dos policiais civis no município, outros elementos.

Nós conseguimos angariar mais informações que fortaleceram a nossa investigação. Foi um trabalho investigativo feito com inteligência policial e estratégia, utilizando os recursos da PCMG, que possibilitou identificar os suspeitos”, informa ao pontuar que, diante dos resultados, a Polícia Civil representou à Justiça por mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados.