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Polícia Civil identifica 13º integrante de ataques a bancos de 2018 em Passos

10 de Maio de 2021

Com um trabalho conjunto da polícia civil, foi identificado mais um autor das explosões. / Foto: Divulgação

PASSOS – Em um trabalho conjunto da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), foi possível identificar mais uma autoria de duas explosões em agências bancárias em Passos, no Sul de Minas. O resultado foi alcançado, no último mês, pela Delegacia Regional de Polícia Civil em Passos e pela Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal (STBBL) do Instituto de Criminalística, por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).


O que você também vai ler neste artigo: 

  • O crime
  • RIBPG

O delegado regional em Passos, Marcos de Souza Pimenta, conta que as investigações sobre as explosões nos bancos ficaram sob responsabilidade da PCMG por cerca de cinco meses, período em que 12 pessoas foram presas e diversas medidas cautelares cumpridas. Posteriormente, as apurações sobre o caso ficaram a cargo da Justiça Federal. Ainda assim, outro suspeito foi preso no início deste ano em Passos e está no sistema prisional mineiro.

Durante o trabalho realizado por peritos criminais da PCMG, vestígio contendo material genético relacionado ao fato foi localizado em um imóvel na zona rural, próxima a Passos. A perita criminal Roberta de Faria Rodrigues, chefe da Divisão de Laboratório do Instituto de Criminalística, destaca que “após o processamento da amostra e a inserção pela PCMG do perfil proveniente deste vestígio no BNPG, houve ‘match’ (coincidência genética) com o perfil de um condenado depositado no banco nacional por São Paulo, que cumpre pena atualmente no sistema prisional paulista”.

Nesse contexto, Pimenta aproveita para destacar a importância do trabalho pericial nesse ‘match’ apontado pela chefe da Divisão de Laboratório do Instituto de Criminalística. “Com a crescente ‘organização’ dos criminosos, o trabalho minucioso da perícia técnica precisa estar sempre na vanguarda da atividade de Polícia Judiciária”, afirma o delegado regional.

Rodrigues ressalta que “o BNPG colabora substancialmente na elucidação de crimes, pois conecta locais de crimes distintos, inclusive de unidades federativas diferentes, ocorridos em intervalo de tempo considerável. Além disso, o banco permite cada vez mais a identificação de pessoas desaparecidas”.


O crime

O crime ocorreu no dia 11 de abril de 2018, quando duas agências bancárias ficaram destruídas após ataques com material explosivo. No dia do crime, houve troca de tiros e os reflexos na cidade ficaram visíveis: agências bancárias devastadas, ônibus queimado e danos nos transformadores de energia.


RIBPG

Os exames de DNA são utilizados para auxiliar na investigação criminal e, em Minas Gerais, são realizados pela STBBL no Instituto de Criminalística, unidade integrante da RIBPG (Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos).

A RIBPG, instituída pelo Decreto nº 7.950/13, possui como objetivo principal manter, compartilhar e comparar perfis genéticos para auxiliar tanto nas investigações criminais e de instrução processual, quanto na identificação de pessoas desaparecidas e na identificação genética de condenados por crimes hediondos.

Todo esse trabalho conta com o apoio e incentivo do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).