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PM implanta frentes de policiamento ostensivo na zona rural de Divinópolis

15 de março de 2021

Foto: Agência Brasil

DIVINÓPOLIS – O Comando da 7ª Região de Polícia Militar (PM) está em fase de implantação em Divinópolis e região de duas frentes de policiamento ostensivo nas comunidades rurais e em periferias do município. O coronel Wemerson Lino Pimenta detalhou como serão as atuações dos militares nestes locais. Os projetos, denominados Cinturão Rural e Base Comunitária Móvel Rural, já estão em andamento como teste.


O que você também vai ler neste artigo:

  • Comunidades atendidas
  • Moradores

A Base Comunitária Móvel Rural funcionará, e já está em atuação como teste, com a presença de policiais tripulados em uma van, que vai circular pelas comunidades rurais do município. Isso significa que em um único dia a base poderá estar presente em mais de uma localidade rural.

Os militares deslocarão neste veículo e assim permanecerão por um período em cada local, onde realizarão atendimento de ocorrências, abordagens de veículos e pessoas que por ventura estejam em atitudes suspeitas. A ação garantirá um contato próximo com a comunidade e a segurança nas áreas rurais”, destacou.

O comandante Wemerson Lino Pimenta informou que os dois projetos foram implantados por ele na região do 60º Batalhão da PM em Nova Serrana, onde a população já colhe frutos da efetiva sensação de segurança com a circulação de militares em locais distantes. A expectativa é que em Divinópolis os projetos sejam igualmente eficazes.

‘”Quando cheguei em Nova Serrana, no 60º Batalhão que atende seis municípios, criei três macrossetores. O primeiro macrossetor eu chamo de setor imediato; ele é composto pelas zonas urbanas dos municípios . E para atuar nesse espaço eu tenho portfólios específicos que são as rádio-patrulhas, os táticos móveis e as bases de segurança comunitária que estão nesses locais. Nada impede que uma moto vá na zona rural, mas o deslocamento é distante, portanto, criei o segundo macrossetor que é o mediato. Este setor é o dos bairros distantes e povoados que ficam a cinco, seis, sete ou ais quilômetros de distancia da área urbana. Esses portfólios da área urbana não tinham como ir para essas localidades, portanto, com o setor mediato há policiamento específico nesses locais, onde há uma equipe preparada e treinada por conta das ações delituosas nesses locais”, esclareceu.

O comandante continuou explicando que o terceiro macrossetor é o periférico, composto pelas localidades mais distantes que fazem limite com outras regiões e abarca a zona rural. “É onde está o homem do campo e, portanto, teremos a base para cuidar desse local”, pontuou. Para as atividades do Cinturão Rural será usada uma caminhonete própria para difíceis acessos de vias e estradas sem pavimentação.

Comunidades atendidas

A intenção é trabalhar em todas as comunidades rurais do município e região. Em Divinópolis, a fase teste já é executada, por exemplo, nas comunidades do Choro, Cacôco, bairros distantes como Ermida, Copacabana, Jardinópolis e também Marilândia que está a 20 quilômetros de Divinópolis, no entanto é um distrito de Itapecerica. Pela proximidade geográfica, o local também está incluso no projeto.

A Polícia Militar trabalha com a perspectiva de duplo efeito de policiamento ostensivo, que está diretamente ligado à prevenção criminal e à sensação de segurança doas pessoas onde há a presença da polícia. Neste caso, nas áreas rurais e periferias.

Este duplo efeito da visibilidade policial garante a redução do índice de criminalidade inibindo a prática de crimes em localidades onde há policiamento e eleva a sensato de segurança”, detalhou o comandante.


Moradores

Quem ganha com os novos projetos da 7ª Região são os moradores desses locais, como a aposentada Maria Barreto, que mora com cinco irmãos, todos idosos, na comunidade da Lavrinha, que pertence ao distrito de Marilândia. Eles moram em um sítio e garantem que a presença da polícia vai inibir ações criminosas. A aposentada lembrou que eles já foram assaltados por uma dupla de criminosos no ano passado.

Segurança também para quem tem propriedade rural como sítios, chácaras e fazendas na região. Evandro Ribeiro, tem uma chácara em Marilândia e ele sempre temeu pela segurança do local. Agora com a novidade, ele disse estar mais tranquilo.